Campanha pelo Voto Nulo
Uma das resoluções centrais que foi adotada na conferência é pela campanha ao VOTO NULO no segundo turno das eleições.
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Logo do Partido da Causa Operária | Foto: Reprodução

Nos dias 21 e 22 de novembro o Partido da Causa Operária realizou sua 31º Conferência Nacional para discutir entre outras questões a posição política do partido frente ao 2º turno das eleições municipais deste ano. Em referência ao operário negro assassinado pelas forças de repressão da burguesia no estado do Rio Grande do Sul, João Alberto e os 110 anos da revolta da chibata a conferência foi intitulada “31ª Conferência Nacional do PCO – João Alberto e João Cândido”.

A conferência é um demonstrativo claro do método que um partido revolucionário deve ter para tomar todas as suas decisões políticas. A discussão que durou dois dias, contou com a participação de dezenas de militantes do partido das células de norte a sul do país em São Paulo, além da participação de companheiros das células internacionais via videoconferência.  Uma das resoluções centrais que foi adotada na conferência é pela campanha ao VOTO NULO no segundo turno das eleições.

O Partido da Causa Operária tem como tradição lançar candidatos operários ou que defendam o programa operário, exemplo disso é que desde a sua fundação em 1995 a única vez que o partido abriu mão de sua candidatura para apoiar um candidato que não seja do PCO foi a eleição presidencial de 2018 onde o partido apoiou a candidatura do ex-presidente Lula pelo Partido dos Trabalhadores na época preso político de um partido perseguido e com a presidente eleita deposta em 2016 através de um golpe.

O problema do mal menor

Uma tática conhecida da frente ampla para submeter os trabalhadores a política da burguesia vem se destacando ainda mais nos últimos anos: o chamado “mal menor”. Por esta formulação, a classe trabalhadora chega ao período eleitoral tendo que optar por quem irá implementar os ataques da burguesia contra a população, quase sempre, um representante da ala tradicional da direita (portanto, dos setores mais poderosos da burguesia) e outro, ligado à extrema direita. O primeiro, é apresentado como democrático, o que lhe vale a alcunha de “menos pior”, enquanto o segundo é apresentado como a encarnação do diabo, o que desencadeia uma campanha histérica e termina por levar os trabalhadores a apoiarem seus principais carrascos.

Rio de Janeiro, a esquerda a reboque do DEM.

Um exemplo dessa política é a candidatura de Eduardo Paes do Democratas no Rio de Janeiro onde em detrimento do espantalho bolsonarista Marcelo Crivela do Republicanos um setor importante da esquerda como PT, PCdoB, PSOL declarou apoio ao candidato oficial da burguesia.

Recife, PT x PSB – PCdoB defende frente ampla contra o PT.

Um fato que deixa mais claro está política é o apoio do PCdoB no Recife, a política do mal menor é no mínimo controvérsia na capital pernambucana onde o 2º turno das eleições ocorre entre a candidata do PT Marília Arraes e o candidato do PSB João Campos. Em nota o PCdoB justifica “Agora no segundo turno das eleições, forças de direita representantes do bolsonarismo em Pernambuco decidem pelo apoio à candidata adversária da Frente Popular. Estes apoios visam desestruturar o projeto da Frente, abrir caminho para derrotar a esquerda em 2022 e tentar desmontar a estratégia progressista vitoriosa nos últimos anos. Este é o divisor de águas entre as duas candidaturas que disputam o segundo turno de nossa capital.” Ou seja, para o PCdoB a vitória do PT nas eleições inviabiliza o projeto de frente ampla, e chega a colocar o bolsonarismo ao lado do petismo.

Nestes dois casos fica explicito que a política do mal menor na verdade serve como justificativa para a esquerda apoiar os candidatos da direita que ela gostaria de apoiar deste o início da campanha, mas por conta da pressão contrária de suas bases é obrigada a impulsionar candidaturas próprias.

São Paulo, com vistas a 2022 burguesia coloca Boulos no 2º turno

No último domingo O Estado de São Paulo, jornal mais reacionário do país, publicou um editorial que deixa claro o papel que Guilherme Boulos cumpriu até aqui “É preciso igualmente reconhecer que o desafiante de Bruno Covas, Guilherme Boulos, do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), mostrou-se amadurecido. Deixou de lado o figurino de agitador que marcou sua carreira como líder dos sem teto de São Paulo para agregar apoio a seu projeto político, o que foi suficiente para se viabilizar como um candidato de esquerda competitivo numa cidade que desde as eleições de 2016 repudia fortemente o PT e tudo que o Lulopetismo representa. Guilherme Boulos certamente será, assim, um nome forte da esquerda em disputas futuras, despontando com líder de uma reorganização dos partidos que até a pouco orbitavam o PT e Lula da Silva. No final das contas, esse deve ser seu papel na eleição no do domingo que vem“. Assim fica nítido que a candidatura de Boulos tem como intuito viabilizar uma candidatura da burguesia, pela “esquerda” para isolar o PT em 2022, que tem como principal candidato o Lula única candidatura capaz de derrotar a direita.

Tendo em vista todo o colocado, o Partido da Causa Operária fará campanha pelo VOTO NULO no 2º turno das eleições municipais em todo o território nacional, o Partido da Causa Operária tem como princípio não apoiar candidaturas estranhas à classe operária, mesmo que a ideologia destes candidatos seja uma ideologia de esquerda. O partido não apoia candidatos burgueses e nem pequeno burgueses porque o que interessa neste caso não é a ideologia, mas sim se a candidatura serve para impulsionar e desenvolver a consciência de classe e a luta dos trabalhadores ou não, esta foi a consideração do partido em 2018.

No segundo turno ocorre de maneira ainda intensiva os acordos com a direita e a negociação de cargos e troca de favores. Fato que deixa os governos, mesmo que de esquerda, com o “rabo” preso com a burguesia e que não vão resolver os problemas da população. É necessário esclarecer para a população esses conchavos da esquerda e o vale tudo eleitoral.

Por todo o apresentado, o Partido da Causa Operária irá desenvolver uma campanha em torno do voto nulo como forma de esclarecer a classe operária que as urnas não irão resolver os problemas.

 

 

 

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