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Ocorreu neste domingo, 25, das 14 h às 17 h, um debate de suma importância contra a Intervenção Militar e sobre o assassinato político da vereadora do PSOL, Marielle  Franco, no Complexo da Maré (RJ). O evento reuniu trabalhadores, lideranças da comunidade, dirigentes e militantes de partidos e organizações de esquerda, sendo realizado, especificamente, na quadra de esportes da Associação de Moradores do Parque Rubens Vaz.

A mesa de debatedores contou com a presença de ativistas que estão na luta nacional contra o Golpe de Estado desde seu início. Os presentes na mesa foram: o militante do Partido dos Trabalhadores (PT), Luis Roberto (Lurobe), a ativista Cristina Borges, do Comitê Volta Dilma-RJ e o dirigente do Partido da Causa Operária (PCO), Rafael Dantas.

Quem abriu as exposições foi o dirigente do PCO, que fez uma análise política sobre os desdobramentos do golpe de Estado e seu avanço até os militares ocuparem as ruas. Expôs como a execução de Marielle foi orquestrada sob a proteção da Intervenção Militar e explicou como o golpe foi da derrubada de Dilma Rousseff à ameaça de um golpe militar, representada pela Intervenção no Rio de Janeiro. “O país está sob a ameaça de um golpe e uma ditadura militar”, disse, destacando que isto ameaça toda a classe trabalhadora, seus direitos mais básicos. “Os militares querem carta branca para matar sem ser medo de julgamento”. Ao concluir sua intervenção, Dantas chamou os moradores da Maré a criar um comitê de auto-defesa contra a intervenção militar e a ampliar a campanha contra o golpe.

PCO realiza debate sobre o assassinato de Marielle e a intervenção militar no Complexo da Maré (RJ) 1
Mesa do debate, da direita pra esquerda, Rafael Dantas (PCO), Luis Roberto (PT) e Cristina (Comitê Volta Dilma)

A outra fala foi de Luis Roberto, militante a décadas do PT e morador da Maré. Lurobe aproveitou para aprofundar as análises do golpe dentro de sua comunidade, colocando números dos assassinatos, deixando claro que a burguesia destrói educação e saúdes públicas para depois vir com Intervenção Militar e matar a população. Destacou que os R$3 bilhões destinados pelo golpista Michel Temer para a repressão foram retirados da educação. “Lurobe”, como é conhecido, destacou que a matança da polícia militar é algo que vem de décadasa e que a sua política de extermínio vai se aprofundar com os militares nas ruas.

Por último, mas não menos importante, a fala da companheira Cristina Borges, uma ativista do Comitê Volta Dilma, que acumula experiências de panfletagens, colagens e palestras contra o Golpe por toda a cidade do Rio de Janeiro. A camarada direcionou sua fala a explicitar a importância dos Comitês – já existem por volta de 300 por todo o país – na forma de organismos supra-partidários de organização política e ação efetiva contra o golpe. Cristina disse que a evolução política que todos têm dentro dos Comitês é muito importante, pois ali podemos ter um espaço aberto para o entendimento das questões políticas, filmes, palestras e finalmente levando essas experiência para as ruas, para o debate corpo a corpo com a população em geral.

PCO realiza debate sobre o assassinato de Marielle e a intervenção militar no Complexo da Maré (RJ) 2

As conclusões mais expressivas do debate, e o objetivo da própria discussão proposta pelo PCO, são de que a intervenção militar é responsável por ter aberto o caminho para a polícia, a prefeitura e seus órgãos atacarem a população da comunidade sem temerem qualquer tipo de investigação.

A atividade foi organizada rapidamente, por conta do assassinato político da vereadora do PSOL, que visivelmente foi calada pelos golpistas por suas denúncias contra a PM e, principalmente, por estar diretamente ligada à comissão que iria cuidar das atividades da Intervenção Militar no Rio de Janeiro e ter se posicionado contra esta operação do Exército.

Foram distribuídos em torno de 3 mil panfletos, colados centenas de cartazes do evento e contra a Intervenção Militar e a Prisão de Lula. A atividade foi um passo importante na ampliação da campanha contra o golpe de Estado junto à população trabalhadora dos morros e comunidades cariocas.

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