PCdoB dá dinheiro público às multinacionais e comemora

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“Nós não temos modelo porque nós acreditamos que vamos construir o socialismo com a cara do nosso país”. Essa frase de Manuela D’Ávila, dita em sua entrevista ao programa Roda Viva, explica muito do que é o PC do B: um comunismo peculiar, próprio, sem modelo.

A desculpa de que o PC do B quer um comunismo próprio é o que levou o partido, em pleno golpe de Estado, a apoiar a eleição de ninguém menos que Rodrigo Maia, do DEM, para a Presidência da Câmara dos Deputados. É esse “jeitinho diferente” de ser socialista que tem levado o PC do B a paralisar a Frente Brasil Popular na luta contra o golpe, colocando esta a serviço dos interesses de Ciro Gomes.

O modo “PC do B” de ser socialista deu, nessa semana, mais uma demonstração escabrosa de como um partido de esquerda não deve agir. No Congresso Nacional, a senadora Vanessa Grazziotin comemorou publicamente o fato de ter conseguido impedir o corte de R$ 1,6 bilhão em benesses estatais à Coca-Cola e à Ambev. Em outras palavras, a senadora do PC do B lutou para garantir que o dinheiro do Estado fosse gasto para sustenta empresas multinacionais.

A situação foi tão absurda que Vanessa Grazziotin conseguiu ficar à direita do governo golpista. Afinal, por causa das suas próprias contradições, foi o próprio governo golpista que havia proposto o corte nas benesses.

Nenhum partido de esquerda sério pode defender benefícios para os capitalistas, especialmente para capitalistas estrangeiros. Nada pode ser justificativa para o Estado bancar empresas multinacionais, pois elas já sugam a maior parte de todo o patrimônio nacional. Se entrarem em falência, também não devem ser socorridas pelo Estado. Devem, na verdade, seguir o que Maduro fez com a Kellogg’s na Venezuela: entregar aos trabalhadores.