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A um ano das olimpíadas, Sesi demite 250 e joga no chão sonho de centenas de atletas
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Foto: reprodução |

O golpista Paulo Skaf determinou nesta semana no Sesi de São Paulo a demissão de metade dos cerca de 500 professores de esporte em 53 cidades do estado. Há pouco mais de um ano da Olimpíada do Japão as demissões decretadas pela Fiesp, atingem diretamente o esporte nacional, visto que o Sesi, nas Olimpíadas do Brasil em 2016 tinha vários atletas na competição internacional.

Em 2016 foram 15 medalhas entre as Olimpíadas e as Paraolimpíadas sendo medalhistas brasileiros no vôlei masculino (Serginho, Douglas Souza, Bruninho e Lucão),medalhista de ouro na bocha paralímpica, Evelyn Oliveira, no vôlei sentado (Edwarda, Gizele, Janaina, Laiana, Natalie e Suellen), duas pratas e um bronze no atletismo paraolímpico com Verônica Hipólito e Renato Cruz e os meninos de bronze do goalball, Alex de Melo e Josemarcio Souza.

Para 2021 no Japão, além de atletas de 2016, vários atletas estavam próximos de atingir índices olímpicos, como os velocistas da prova 4×100 m Erik Felipe Cardos detentor do recorde sulamericano em 2019, e Felipe Bardi dos Santos, 22. O corte ainda não atingiu os esportes individuais como o Atletismo.
Centenas de escolas de esportes serão fechadas por todo estado de São Paulo. A medida impacta profundamente a formação de atletas no Brasil, uma vez que a rede de escolinhas de esportes do Sesi-SP é tida como a maior do país

Em comunicado o Sesi-SP alega que a queda de arrecadação causada pela desaceleração da economia, a redução compulsória de 50% da receita nesses meses além do aumento do nível de inadimplência seriam os responsáveis por todo este ataque ao esporte do país. Durante o governo Lula, foi o período de maior crescimento do esporte na Rede Sesi, quando na ocasião inclusive a entidade contava com Jair Meneguelli que presidiu o Conselho Nacional do SESI de 2003 a 2015, quando foi substituído por Gilberto Carvalho, também do PT.

O corte atingiu os professores mais antigos e com maior experiência, sendo também os de maior salário no setor. Há relatos de professores que trabalhavam há mais de 30 anos no Sesi e foram demitidos esta semana. Além dos cortes no Esporte, a Cultura também será afetada, já existem denúncias de que o mesmo está acontecendo no setor que possui dezenas de teatros espalhados pelo estado

Os esportes que eram considerados a menina dos olhos de Paulo Skaf e os de maior investimento foram todos atacados, os primeiros cortes se deram nas equipes coletivas profissionais. No vôlei masculino nenhum contrato foi renovado e todos os profissionais liberados, inclusive o técnico Rubinho. A única exceção é o líbero Murilo, ex jogador da seleção nacional e medalhista olímpico, que aceitou um contrato para ganhar um valor baixo até o reinício dos campeonatos. No basquete, onde o Sesi tem parceria com o Franca, os jogadores também deverão ser liberados, a menos que aceitem redução salarial idêntica a de Murilo.

Há grandes atletas do país no polo aquático que também pertencem ao Sesi. Dezenas de outros atletas temem o fim de fortes equipes como na natação, no wrestling, no atletismo, no triatlo, no karatê e no judô, além da ginástica artística. No esporte paraolímpico, forma atletas de bocha, atletismo, gollball e vôlei sentado. De acordo com o Sesi, os contratos das modalidades individuais estão mantidos até segunda ordem, assim como de todos os treinadores de rendimento.

Esse é mais um dos resultados do golpe de Estado estimulado e patrocinado diretamente pela FIESP e por Paulo Skaf que atuaram de maneira direta no ataque ao governo de Dilma Rousself e no financiamento de agrupamentos fascistas, como àqueles que permaneceram acampados durante muito tempo em frente ao endereço da Fiesp em São Paulo, até a esquerda coloca-los para correr.

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