Paulo Guedes quer que trabalhador vá à Justiça comum, dominada por bolsonaristas, para apresentar suas reivindicações
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Paulo Guedes quer que trabalhador vá à Justiça comum, dominada por bolsonaristas, para apresentar suas reivindicações
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Da redação – O ministro da Economia neoliberal do governo ilegítimo de Bolsonaro, Paulo Guedes, extinguiu o Ministério do Trabalho, vai fazer o mesmo com a Justiça do Trabalho, e ainda ironizou os protestos dos trabalhadores contra esses ataques criminosos.

“Seu patrão fez algo de ruim com você? Vai na Justiça comum contra ele”, disse o Chicago Boy, treinado pelo imperialismo para privatizar as empresas estatais e entregar as riquezas do Brasil aos grandes monopólios.

Guedes confirmou a informação de que o governo de extrema-direita pretende extinguir a Justiça do Trabalho, que – embora no âmbito institucional do regime burguês – sempre foi vista como um mecanismo jurídico de defesa dos interesses dos trabalhadores contra as barbaridades cometidas pelos patrões, onde os trabalhadores podiam reivindicar seus direitos e realizar denúncias que, algumas vezes, eram atendidas.

Agora, com a extinção da Justiça do Trabalho, Guedes quer que os trabalhadores vão à Justiça comum denunciar os patrões. Ou seja, os trabalhadores terão de reivindicar seus direitos e fazer denúncias a juízes e funcionários como o fascista Sergio Moro, como a inquisidora Gabriela Hardt, que prenderam justamente a pessoa que mais simboliza a luta dos trabalhadores, o ex-presidente Lula.

Os trabalhadores terão de recorrer a juízes de direita, extrema-direita e fascistas, todos da Justiça comum como é o caso das varas regionais, dos tribunais regionais federais, etc.

A Justiça comum é estritamente dominada pela burguesia, controlada pelos golpistas, cheia de juízes e funcionários bolsonaristas. É ela a responsável pelo encarceramento em massa de milhões de trabalhadores brasileiros. Ela é um poder de repressão da classe trabalhadora pela burguesia e está absolutamente contra os direitos trabalhistas, bem como todos os direitos democráticos.

Os operários devem organizar uma grande mobilização de massas contra toda a política antipopular e antioperária do governo Bolsonaro. A CUT e os sindicatos devem iniciar imediatamente a luta contra a extinção da Justiça do Trabalho, contra a retirada de todos os direitos trabalhistas e pelo Fora Bolsonaro, porque somente derrubando o governo ilegítimo e derrotando o regime golpista em seu conjunto isso poderá acontecer.