Paulo Guedes quer que as mulheres só se aposentem aos 65

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Os ministros da Economia e da Casa Civil, Paulo Guedes e Ônyx Lorenzoni reuniram-se na manhã desta quarta-feira, dia 6, no Palácio do Planalto para discutir a reforma previdenciária. Paulo Guedes já havia apresentado uma proposta, que foi vazada para a imprensa, e levou-a para ser discutida com o titular da casa civil antes de ser levada ao presidente ilegítimo Jair Bolsonaro. A proposta de reforma da equipe econômica é considerada ainda mais dura no ataque à classe trabalhadora do que aquela anteriormente apresentada durante o governo ilegítimo de Michel Temer. Coerente com a orientação geral do regime de suprimir direitos dos segmentos mais desfavorecidos da sociedade o projeto contém uma cláusula que desfavorece particularmente as mulheres ao estabelecer 65 anos como idade mínima para a aposentadoria tanto para homens quanto para mulheres (60 anos no caso de professores).

Em si a uniformização da idade mínima para a aposentadoria para ambos os sexos representa décadas de retrocesso eis que desde as primeiras décadas do século XX no mundo do trabalho as mulheres tiveram reconhecidas internacionalmente as peculiaridades que lhes confere direito a tratamento diferenciado. No Brasil historicamente tem sido lentas as respostas às demandas das mulheres para superar as injustiças a que estão submetidas no mercado de trabalho. As modificações na legislação do trabalho a partir dos anos 90, destinadas a flexibilizar as relações trabalhistas atingiram de maneira particular as mulheres tornando mais desvantajosa a sua inserção no mercado a despeito da adoção desde 2003 de políticas públicas reivindicadas por elas.

A ascensão do atual regime ilegítimo veio a paralisar qualquer iniciativa positiva nesse campo, mas ao contrário o que se vê é total regressão. A ideologia rançosa e provinciana que predomina na linguagem oficial permite concluir que a posição social das mulheres só vai piorar. Os ataques diários vindos do governo contra todos os segmentos não privilegiados da população são muitos e exigem uma resposta unificada que sintetize o repúdio geral e total a esse regime que veio para colocar o trabalhador brasileiro de joelhos.