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Ofensiva do latifúndio
Bolsonaro quer destruir centro do MST, é preciso impedir
Bolsonaro quer destruir um importante centro de formação do MST no Nordeste, o Centro de Formação Paulo Freire, para destruir as organizações de luta pela terra.
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Ofensiva do latifúndio
Bolsonaro quer destruir centro do MST, é preciso impedir
Bolsonaro quer destruir um importante centro de formação do MST no Nordeste, o Centro de Formação Paulo Freire, para destruir as organizações de luta pela terra.
Auditório do Centro de Formação Paulo Freire. Foto: Matheus Alves.
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Auditório do Centro de Formação Paulo Freire. Foto: Matheus Alves.

Os bolsonaristas que estão no comando do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) estão perseguindo duramente os trabalhadores sem-terra. Para concretizar essa perseguição estão atacando as direções e movimentos que organizam esses trabalhadores do campo que lutam por um pedaço de terra para trabalhar e produzir.

Os bolsonaristas se valeram de uma decisão da 24ª Vara Federal de Caruaru, referente a um processo arquivado há 11 anos, onde viram que a situação política é favorável para este tipo de ataque e determinou a reintegração de posse da área que o centro ocupa dentro do projeto de assentamento. O Centro de Formação Paulo Freire está localizado no Assentamento Normandia, no município de Caruaru, um dos primeiros e mais importantes assentamentos conquistados pelo MST e um símbolo da luta pela reforma agrária no Estado.

Segundo informações do próprio MST, o Centro Paulo Freire é referência na formação em agroecologia e agricultura na região nordeste, com a realização do curso Pé no Chão, e possui parcerias com instituições como as Universidades Federal (UFPE), Federal Rural (UFRPE), de Pernambuco (UPE), Fiocruz, Universidade de Coimbra (Portugal) e Institutos Federais (Ifs). Uma importante referência não somente no ensino regular, mas também no ensino de agricultores que nunca tiveram o direito de estudar. Neste centro de formação tem a oportunidade de aprender técnicas de agricultura e, também de ensino formal. Além de capacitar filhos de agricultores sem-terra em que o direito a formação lhes é privado pela direita golpista.

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O centro possui cerca de 15 hectares onde possuem hortas, pomares e criações de animais para capacitação e na própria alimentação dos alunos, professores e funcionários do centro.

A área de 15 hectares, onde o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realiza atividades de formação e produção, tem até o dia 19 para ser desocupada de forma espontânea. O governo do estado afirma que não pretende colocar forças policiais à disposição do cumprimento da medida. O local possui 52 alojamentos e um auditório para mais de 500 pessoas e tem na sua conta a formação e cursos para mais de 100 mil trabalhadores e alunos desde 1999.

O ataque ao Centro de Formação Paulo Freire em Pernambuco é um ataque planejado do governo Bolsonaro contra a luta pela terra e, principalmente, contra o MST. Em menos de uma semana diversos importantes assentamentos e locais do MST sofreram despejo ou estão ameaçados pelos bolsonaristas.

Dois importantes acampamentos com mais de 10 anos foram despejados. No município de Laranjal, Estado do Paraná, a comunidade de trabalhadores sem-terra que está localizada no imóvel rural Fazenda Prudentina, de 852,9 hectares, foi despejada por centenas de policiais militares a pedido de latifundiários, mesmo a área sendo considerada de interesse social pelo próprio Incra.

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No município de Macaé, no interior do Rio de Janeiro, as 63 famílias do assentamento Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Osvaldo de Oliveira estão ameaçadas de despejo pela liminar de despejo, determinado pelo Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro (TRF-RJ).

Na semana passada, as famílias do acampamento Margarida Alves, localizado no município de Nova União, em Rondônia foram despejadas pela justiça bolsonarista. As famílias ocuparavam a área há mais de 16 anos e abrigava 55 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que vivem e produzem alimentos na área de cerca de 120 hectares.

Esses são exemplos da ofensiva da direita latifundiária no campo contra o MST nesta última semana e tem se agravado a medida em que não há uma resposta a esses ataques. Bolsonaro e a direita estão colocando um plano fascista de erradicar os movimentos de luta pela terra, com foco no MST porque é o maior e mais organizado, e não quer de maneira alguma que haja qualquer tipo de organização no campo.

Por isso, Bolsonaro quer destruir o centro de formação de agricultores organizado pelo MST. É preciso reagir e dar uma resposta a altura dos ataques do governo Bolsonaro.

 



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