Censura internacional
Aiatolá Ali Khamenei, líder do Irã, teve comentários contrários às vacinas dos EUA e do Reino Unido apagados
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WASHINGTON, DC - MARCH 27:  U.S. President Donald Trump listens while meeting with women small business owners in the Roosevelt Room of the White House on March 27, 2017 in Washington, D.C.  Investors on Monday further unwound trades initiated in November resting on the idea that the election of Trump and a Republican Congress meant smooth passage of an agenda that featured business-friendly tax cuts and regulatory changes. (Photo by  Andrew Harrer-Pool/Getty Images)
Donald Trump | Foto: reprodução

Logo após o Twitter e o Facebook terem excluído as contas de Donald Trump para impedir sua comunicação com os manifestantes do Capitólio nos Estados Unidos, o próprio Twitter utilizou do mesmo mecanismo para atacar também outros setores.

O ataque dessa vez se deu contra o aiatolá Ali Khamenei, líder do Irã. No mesmo dia em que suspendia a conta de Trump, o Twitter apagou posts de Khamenei que criticavam e colocavam dúvidas sobre a eficácia das vacinas dos Estados Unidos e do Reino Unido (o país tem um acordo com Cuba e utilizará uma vacina feita na ilha).

Isso demonstra como é completamente falsa a ideia de que, ao restringir os direitos políticos de uma parcela da população por julgar suas ideias aberrantes, na realidade, se está tirando os direitos de toda a população. Pior do que isso, ao dar o direito a um monopólio da informação para que ele tenha o direito de decidir o que deve ser dito, por mais que no início ele ataque a direita, no fim, ele sempre irá utilizar desse mecanismo para atacar a própria esquerda.

Não devemos colocar ilusões no estado burguês e nas empresas capitalistas. A única preocupação da burguesia é a de se manter no poder. Sendo assim, ela fará de tudo para impedir o avanço da política operária, aumentando sempre que possível a opressão e diminuindo direitos básicos, como a liberdade de expressão.

Para além disso, a partir do momento que essa burguesia achar que deve utilizar a opção do fascismo para controlar a esquerda, ela o fará. Portanto, não há nenhuma preocupação em conter o fascismo e a extrema direita, mas sim, uma tentativa de obter o poder de dizer o que é verdade, o que é mentira, o que deve ou não ser dito e o que pode ou não ser feito.

Sobre isso, o ex-agente da NSA Edward Snowden, que denunciou como os EUA espionam toda a população do mundo, além de empresas internacionais, por meio da internet, disse: “O Facebook oficialmente silenciou o Presidente dos Estados Unidos. Para o bem e para o mal, isso será lembrado como um ponto de virada na luta pelo controle do discurso digital” além de dizer que o mundo existe para além dos próximos treze dias. Com isso, Snowden buscou mostrar como a empresa norte-americana, controlada pelo magnata Mark Zuckemberg, que possui nada menos do que 100 bilhões de dólares, está, na realidade, dando um passo a mais para controlar tudo o que é dito em suas redes sociais.

No entanto, o que surpreende disso tudo é que a própria esquerda apoia o estado e os monopólios internacionais em suas atitudes completamente ditatoriais. Disfarçada de “antifascista” a esquerda se alia justamente com os setores que podem colocar o fascismo no poder, fingindo que com isso fazem alguma coisa para lutar contra a extrema direita.

Mesmo com os inúmeros exemplos de como as redes sociais bloqueiam a imprensa de países inteiros por se colocarem contra o imperialismo, a esquerda pequeno burguesa continua acreditando que há algo de progressista em se colocar contra a liberdade de expressão de algum setor. Para dar somente alguns exemplos fáceis de se lembrar: a Wikipedia não permite praticamente nenhuma citação vinda de sites que apoiam o governo Maduro na Venezuela e do Irã, como é o caso da Telesur, da HispanTV e do site norte-americano The Grey Zone; o youtube já excluiu algumas vezes contas de canais de TV, como é o caso novamente do canal da HispanTV.

A questão fica ainda mais evidente quando vemos que alguns monopólios da tecnologia, como a Microsoft e o Google, são alguns dos maiores doares do comitê inaugural de Biden. Ou seja, os gigantes da tecnologia não defendem simplesmente a “democracia” como tentam dizer, mas sim, um governo em específico.

É preciso que a esquerda pequeno-burguesa pare de apostar todas as suas fichas na censura e tente ter uma imprensa própria, para confrontar a burguesia e o imperialismo, ao invés de tentar se colocar a reboque deles, além de começar a  mobilizar a população em torno de seus objetivos políticos.

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