Agir para não morrer
Todas as quatro fábricas do frigorífico tiveram casos de contaminação, apesar dos patrões omitirem veementemente
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Ainda há frigoríficos que não assinaram os acordos e aceitam com facilidade gado de origem ilegal sem questionar a sua origem. Foto: Marcio Isensee e Sá
Patrões de abatedouro de bois escondem casos de coronavírus | Foto: Reprodução

Na última sexta-feira (02) o dono do frigorífico Naturafrig, onde do vice-presidente do Sindicato da Indústria de frio e Carne de Mato Grosso do Sul teve uma surpresa quando foi noticiado de que os testes de coronavírus, bem como a interdição, devido aos trabalhadores contaminados podem acontecer.

O fato é que os trabalhadores decidiram não ficar calados, diante da situação em que estão passando dentro das instalações do frigorífico Naturafrig, devido às péssimas condições de trabalho, bem como, fora, no alojamento onde fica parcela desses trabalhadores.

Desde o inicio da pandemia do coronavírus os trabalhadores dessa empresa foram afetados com o contágio, no entanto, para disfarçar, a direção, como forma de ocultar o fato, disse estar dando férias coletivas aos trabalhadores para evitar a contaminação, na época foram cerca de 100 trabalhadores, os quais, diziam a empresa, não estavam contaminados, porem eram trabalhadores do grupo de risco.

Nas unidades do Naturafrig, apesar de demagogia, sempre houve trabalhadores contaminados, no entanto, diante da pressão e o cinismo, vem como a grande e venal imprensa sempre procurou divulgar as informações falaciosas dos patrões.

Em um dos frigoríficos localizados no estado de São Paulo, na cidade de Pirapozinho, já ocorreram duas paralizações.

No dia 28 de setembro, depois de os trabalhadores colocarem a boca no trombone diante de mais uma leva de 28 estarem com COVID-19, onde a Secretaria Estadual da Saúde e também o município, sempre acobertando as atitudes genocidas dos patrões, coniventes com a tragédia, tiveram que ir até o frigorífico, no entanto, anteriormente já havia a contaminação de 15 outros trabalhadores. A SES simplesmente já tinha decidido por não testar os trabalhadores e mesmo, a interdição que havia sido solicitado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) já tinha sido tomada a decisão de não mais realizar.

Os trabalhadores, de forma desesperadora disseram que “O surto voltou e eles não fecham”, conforme o portal da internet Campo Grande News de 28/09/2020, os trabalhadores não quiseram deixar nome com medo de represálias dos patrões, ou seja, uma contradição com o que os patrões “cordatos” disseram abaixo.

Os patrões genocidas do Naturafrig, numa conversa mole, no início da pandemia disse o seguinte: nossos “colaboradores estão unidos e comprometidos com a missão de fazer parte deste setor essencial na vida de milhões de pessoas e merecem nossos aplausos e agradecimentos”.

Eles seguem trabalhando por seus familiares, amigos e por todo o país, as indústrias frigoríficas estão de braços dados com seus colaboradores e de mãos estendidas, não só para ajudar o Hospital Regional de Campo Grande, mas também para continuar produzindo e garantindo abastecimento na mesa da nossa população.

Agir para não morrer

É necessária a mobilização dos trabalhadores dentro das fábricas, para que possam manter suas vidas, o que significa se organizar para uma greve, que deverá ter como objetivo a paralisação em nível nacional. Ou seja, somente na luta é que os patrões aprenderão a respeitar os seus funcionários.

Portanto o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de carne, Derivados e do Frio no Estado de São Paulo, juntamente com a Central Única dos trabalhadores (CUT), dentre outras organizações como a Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação (Contac) decidiram que, caso os patrões insistam em não a atender às reivindicações dos trabalhadores, diante das péssimas condições de trabalho e da pandemia do coronavírus vão paralisar as atividades dos frigoríficos com uma greve até que as questões sejam resolvidas.

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