Por debaixo do tapete
Patrões e seu governo, para manter o lucro de seus frigoríficos, estão tentando esconder o sol com a peneira, ocultando uma quantidade enorme de contaminados pelo covid-19
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entrada de um dos frigorificos da JBS/Friboi
Entrada de um dos frigoríficos do grupo JBS/Friboi | Foto: reprodução

O Ministério Público do Trabalho (MPT) mostram que 14 frigoríficos, localizados em 14 municípios do estado de Mato Grosso têm casos confirmados de coronavírus, sendo 555 trabalhadores contaminados.

Há uma discrepância nas informações, principalmente porque as informações colhidas pelo MPT foram colhidas com órgãos da vigilância sanitária do estado, bem como os próprios patrões dos frigoríficos que procuram esconder o quanto pode a realidade vivida pelos operários no interior da fábrica.

No entanto, mesmo nessas condições apresentadas pelo MPT, fica evidente que este setor industrial é, de longe, um dos que mais ocorrem o contágio do covid-19 no Brasil. Os frigoríficos são considerados os maiores em doenças e acidentes, apesar de os patrões, desde muito tempo procurarem ocultar tamanha tragédia.

Os frigoríficos, em regra geral têm um funcionamento padronizado, principalmente no setor de abate, quando os trabalhadores acabam quase que encostados um ao outro e, conforme as orientações do governo golpista Bolsonaro, as medida que foram tomadas para os trabalhadores, não resolvem para evitar o contágio do coronavírus, de acordo com o MPT. Em Mato Grosso, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ocorreram abates em 64 frigoríficos, no primeiro trimestre, ou seja, é pouco provável que os 50 frigoríficos, que são a maioria, não tenha ocorrido contágio pelo covid-19. Paira no ar que as contas apresentadas nas informações estão muito aquém da realidade.

As informações apontam que frigoríficos da JBS, da Vale Grande, Agra Agroindústria de Alimentos, Minerva e Marfrig Global Foods. Do total de trabalhadores contaminados, mais da metade (286) são de cinco unidades da JBS (Colíder, com 78 casos; Pontes e Lacerda, com 58; Confresa, com 75; Araputanga, com 46; e Alta Floresta, com seis funcionários contaminados).

Outros 145 casos foram diagnosticados na unidade da Marfrig em Várzea Grande e 100 no frigorífico Agra, em Rondonópolis. Os dois tiveram a autorização de exportação para China suspensa no final de junho, mas apenas o segundo conseguiu reaver a habilitação no último final de semana. Já Minerva e Vale Grande apresentaram 10 e 11 casos de Covid-19 até ontem, respectivamente.

Para os patrões e seu governo, a necessidade de ocultar o tamanho da tragédia que está ocorrendo nos frigoríficos, porque a paralisação resultará na diminuição de produção e, consequentemente no volume de exportação, por esse motivo, a latifundiária golpista, do ministério da agricultura Tereza Cristina, considera um exagero as notícias de covid-19 nos frigoríficos.

E necessário à mobilização dos trabalhadores para a realização da greve pela proteção de suas vidas.

A necessária a participação da CUT como linha de frente para derrotar essa imposição dos patrões e seus governos que são capazes de dizimar uma gama de trabalhadores para que não seja alterado o lucro de suas indústrias.

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