Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
|

Em um frigorífico, em Mato Grosso, existe um contingente muito grande de trabalhadores que contraíram a brucelose através dos animais, na fábrica. Em virtude dos inúmeros casos, quando da demissão e posteriormente, os trabalhadores, ao procurarem medico para se tratar, somente neste momento é que descobrem que contraíram a brucelose.

Diante de inúmeras denúncias dos trabalhadores ao Ministério do trabalho e Emprego (MTE) à procura de uma solução, bem como, processos no Tribunal Regional do trabalho (TRT), a juíza Janice Mesquita, titular da Vara do Trabalho de Alta Floresta acabou concedendo liminar em fevereiro  de 2018 aos trabalhadores e o Tribunal Regional do Trabalho acatou a decisão.

Agora, todos os trabalhadores que forem admitidos ou demitidos terão que submeter aos exames periódicos e no exame deve ser analisado se existe, ou não brucelose. No entanto, o tribunal eliminou a obrigação de o grupo JBS/Friboi realizar os exames nos trabalhadores que foram demitidos nos últimos seis meses.

Conforme a decisão da desembargadora Beatriz Theodoro do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a lista de exames prevista na norma regulamentadora a ser aplicada ao caso não é taxativa, mas meramente exemplificativa.

Assim, é possível a exigência de outros que, mesmo não previstos textualmente, busquem resguardar o meio ambiente do trabalho e a saúde do trabalhador. A desembargadora ressaltou ainda a presunção legal de que a brucelose possui natureza ocupacional, tendo em vista o nexo técnico epidemiológico constante no Regulamento da Previdência Social (Decreto 3.048/99), entendimento que vem sendo adotado em diversos julgados que citou em sua decisão.

Foram inúmeros casos de trabalhadores demitidos que contraíram a doença dentro do frigorífico. A situação consiste em que, quando o trabalhador apresenta os sintomas característicos da doença, levam atestados, sem ter o devido conhecimento da doença, os patrões, na primeira oportunidade que houver, arrumam um jeito de demiti-lo.

Preocupados única e exclusivamente com o lucro, os patrões trocam um trabalhador doente por outro que ainda está são até destruir esse também, e assim vai seguindo com as péssimas condições de trabalho dentro do frigorífico.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas