Coronavírus na classe operária
Os trabalhadores serão os mais atingidos pela pandemia, pois continuam expostos aos piores perigos de contaminação
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Trabalhadores de telemarketing. |

Desde o início da pandemia, o Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu de todo o país mais de 2.400 denúncias nas empresas que expõem os trabalhadores aos riscos de se contaminar com o vírus: o não distanciamento em, pelo menos, um metro de um trabalhador do outro, e não fornecimento de informações adequadas, nem itens de higiene como álcool gel, luvas e máscaras.

Essas denúncias apenas representam uma parcela pequena do que está ocorrendo nas fábricas, pois os trabalhadores já vivem e trabalham em lugares insalubres. É preciso ampliar a quarentena para todos os trabalhadores, ampliar os exames massivamente e construir diversos hospitais

A direita golpista sempre teve esse objetivo, esmagar a classe operária, a pandemia somente exacerbou a situação que já era latente. O desemprego e a intensificação  da miséria se aprofundou muito com o golpe de 2016, o estado mínimo para o povo já estava à todo vapor.

É mais um problema que a classe operária tem que enfrentar na sua vida cotidiana, já enfrentam a miséria, a falta de hospitais, o descaso dos meios de transporte, a falta de saneamento básico, acidentes de trabalho, falta de higiene nas empresas e horários exaustivos de trabalho. Um inimigo letal

Seguindo o princípio bolsonarista de que os trabalhadores têm de garantir o lucro dos patrões independentemente das condições de trabalho. A política é a de que pouco importa se o trabalhador vai contrair o vírus,  o que importa é a grana no bolso do patrão. É por essas e outras questões que os sindicatos não podem simplesmente fechar.

O trabalhador como sempre está entregue à própria sorte se depender dos patrões, e é preciso que os sindicatos não tirem férias, pois os trabalhadores já estão pagando pela crise, com demissões e corte de salários. Diante disso é preciso organizar um plano de lutas para impedir que os trabalhadores sejam os que vão pagar pela crise.

É preciso organizar os trabalhadores, pois a luta de classes está sempre presente, e na guerra atual são os trabalhadores os maiores prejudicados. A CUT, que é a maior e a real central sindical deve convocar imediatamente a reabertura dos sindicatos e convocar um congresso do povo para lutar pelo Fora Bolsonaro e propor medidas para conter a pandemia.

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