Controle do futebol
Se o sistema é patrocinado, logicamente que este fará questão que o VAR seja acionado o máximo de vezes para aparecer sua marca.  É uma questão da lógica do capitalismo, de lucro!
Versão reduzida do VAR (árbitro assistente de vídeo) no estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro), que faz sua estreia na competição antes da primeira partida entre Santos e Cruzeiro, válida pelas quartas de finais da Copa do Brasil 2018.
Patrocínio do VAR brasileiro | Foto: Reprodução
Versão reduzida do VAR (árbitro assistente de vídeo) no estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro), que faz sua estreia na competição antes da primeira partida entre Santos e Cruzeiro, válida pelas quartas de finais da Copa do Brasil 2018.
Patrocínio do VAR brasileiro | Foto: Reprodução

Seguindo o direcionamento da burguesia imperialista mundial que controla o futebol, a Serie A da Itália pretende ampliar sua receita incluindo uma marca no VAR e a tecnologia na linha de gol.

Este tipo de patrocínio de ambas tecnologias é um tema que vem gerando discussão dentro da própria FIFA, pois, se o sistema é patrocinado, logicamente que o patrocinador fará questão que o VAR seja acionado o máximo de vezes para aparecer sua marca. É uma questão da lógica do capitalismo, lucro!

Quando lançou o VAR, na Copa do Mundo de 2018, a entidade disse que as confederações deveriam evitar atrelar o sistema a uma marca, independente de uma possível crise financeira. Até mesmo para a FIFA, envolvida em diversos esquemas de corrupção, hera clara a possibilidade de relação ao uso comercial da tecnologia durante uma partida.

Recentemente, a Serie A e seus clubes aceitaram a oferta de € 1.7 bilhão de um conglomerado de empresas de capital privado, incluindo a CVC Capital Partners, para uma participação de 10% nessa nova organização. O objetivo de ampliar as frentes de patrocínios e, consequentemente, gerar um fluxo maior de receitas, é para se aproximar de ligas como Premier League e Bundesliga. A burguesia italiana e as 20 principais equipes desejam também construir uma plataforma de geração de receita “mais moderna”.

Sobre o patrocínio no VAR, o Brasil foi um dos primeiros a fechar com a empresa Semp TCL, que hoje é uma das maiores fabricantes de eletroeletrônicos do Brasil, detentora do mais extenso portfólio de produtos do setor. No ano de 1977, a empresa celebrou um acordo de participação acionária com a Toshiba, que contribuiu diretamente com a expertise de tecnologia japonesa para televisores. Em 2016, após a saída da Toshiba do negócio, a Semp anuncia uma nova parceira com a TCL Corporation, tornando-se Semp TCL.

A CBF alega que um patrocínio para a tecnologia serve para custear a implementação da mesma. Uma típica conversa para boi dormir!

É o controle dos capitalistas sobre o futebol!

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