Patrocinador do golpe: imperialismo norte-americano continua treinando agentes do judiciário brasileiro

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A crise política brasileira é muito profunda. Um dos setores mais atingidos nesta crise é o judiciário. Através de uma campanha gigantesca criada pelo PIG – o Partido da Imprensa Golpista – a direita procurou apresentar os juízes e o Ministério Público como um grupo de paladinos da verdade e do bem, verdadeiros guerreiros na “luta contra a corrupção”. No entanto, a cada dia que passa, o Judiciário, que hoje já constitui praticamente um partido político, se desmoraliza para um setor cada vez mais amplo da população.

Essas figuras foram se manchando uma a uma. Lembremos rapidamente de alguns casos de destaque. Tivemos o ‘Japonês da Federal’, que foi preso posteriormente por conta de crimes de aduana, Deltan Dalagnol, famosíssimo por conta dos folclóricos Power Points e muitas outras presepadas, o juiz Marcelo Bretas, que posou em foto segurando um fuzil e é defensor ferrenho da política do “bandido bom é bandido morto”, e finalmente, o famoso Sérgio “Mussolini de Maringá” Moro, cujo conjunto da obra o coloca como uma das figuras mais desmoralizadas de todas.

Um dos aspectos mais repugnantes desse setor do Judiciário, notadamente a turma da Lava Jato, são as suas relações com o imperialismo norte-americano.

Uma matéria publicada pelo sítio do Jornal GGN mostra que estas relações promíscuas agora já se consumam despudoradamente, à luz do dia. A matéria revela que a AJUFE, a Associação dos Juízes Federais, firmou um convênio com o Departamento de Justiça dos EUA (abreviado por DoJ, de Departament of Justice) para a realização de um seminário em São Paulo, com o tema “Delitos de Informática e Evidências Eletrônicas”. O governo norte-americano vai pagar todas as despesas, incluindo aí as passagens, transporte aéreo e terrestre, hospedagem, café da manhã e almoço!

Como se essa noticia já não fosse escandalosa o suficiente, ao final da matéria somos brindados com um vídeo inacreditável.

Nele, temos os pronunciamentos de Keneth Blanco, do DoJ e de Trevor Mc Fadden, também do judiciário norte-americano, que mostram em detalhes sórdidos que na realidade a própria operação Lava Jato foi construída sob a orientação do DoJ, e como essa “cooperação” permitiu que a Lava Jato atuasse por fora da lei. Blanco cita ainda, de forma explícita, a condenação do ex presidente Lula como exemplo dessa parceria e de uma metodologia totalmente ilegal!

Embora a notícia seja de fato muito escandalosa, para quem acompanha de perto a política nacional não se trata exatamente de uma novidade. Em 2016, o sítio Wikileaks já tinha revelado que os agentes da Lava Jato, notadamente Sérgio “Batoré” Moro, passaram por um “estágio” no DoJ, no caso de Moro especificamente no ano de 2009. A notícia correu a internet na época, como podemos ver por exemplo aqui e aqui. Mais uma vez pudemos comprovar o caráter imperialista da Lava Jato. Entretanto, uma análise objetiva das ações da operação já nos permitiria chegar a essa conclusão.

Toda a operação de enfraquecimento e derrubada do governo Dilma, a perseguição a Lula, os ataques às empresas nacionais de engenharia e outras, incluindo aí a prisão do Almirante Othon, responsável pelo projeto nuclear brasileiro mostram que na verdade a operação Lava Jato é um plano articulado pelo imperialismo norte-americano. As denúncias do Wikileaks nos dão ainda mais evidências deste fato notório.

Por conta do seu caráter abertamente golpista e anti nacional, o Partido da Causa Operária defende a completa dissolução da Operação Lava Jato e de todas as suas ramificações, como é o caso do juiz Marcelo Bretas, já citado, e outros. Abaixo a Lava Jato e Fora o imperialismo do Brasil!