Patrimônio do povo
O quadro “A Caipirinha” de Tarsila do Amaral foi vendido por 57,5 milhões
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A Caipirinha de Tarsila do Amaral | Foto: Ding Musa/Reprodução
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A Caipirinha de Tarsila do Amaral | Foto: Ding Musa/Reprodução

Na última quinta-feira, dia 17/12, o famoso quadro “A Caipirinha” da mundialmente famosa artista brasileira Tarsila do Amaral foi arremato em leilão pelo valor à vista de 57,5 milhões de reais por um colecionador brasileiro. O quadro de inspirações cubistas foi criado em 1923 em Paris, onde Tarsila morava com Oswald Andrade e é considerado um símbolo do modernismo brasileiro. A obra ficou em exposição até ontem, 8/12, e será agora incorporada à coleção privada do comprador, não sendo mais exibida à maior parte da população.

Nascida Tarsila de Aguiar do Amaral, mais conhecida somente como Tarsila do Amaral, foi uma das expoentes do modernismo brasileiro nas artes plásticas no início do século XX e ganhou proporção internacional com suas obras de arte. Foi descrita como “a pintora brasileira que melhor atingiu as aspirações brasileiras de expressão nacionalista em um estilo moderno.” Também foi parte do “Grupo dos Cinco”, a vanguarda do movimento modernista brasileiro.

Muitos quadros de Tarsila foram comercializados em leilões e em trocas diretas entre colecionadores com valores milionários. No exterior, o quadro “Abaporu” de 1922, um dos primeiros símbolos do movimento antropofágico, foi vendido pelo valor de 1,3 milhões de dólares em Nova Iorque. Em 2019, a obra “A Lua” de 1928 foi vendida por 20 milhões de dólares para o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, mas foi uma troca em direta, não um leilão público.

Muita discussão são levantadas nas vendas das obras de arte mundialmente famosas dos artistas brasileiros. A obra de arte é um patrimônio do povo, e portanto, não deveria estar nas mãos de um grande colecionador, privando todo o resto da população de ter o contato próximo com os quadros. A arte é um patrimônio cultural do povo e deve permanecer à disposição de qualquer um, sem que possível, pois, é uma contribuição para humanidade e parte importante de sua história.

É preciso reclamar para o povo a posse das obras de arte brasileiras e disponibilizá-las para toda população, como contribuição e parte da história humana, não como parte da posse ou patrimônio privado de uma pessoa ou de uma família que detém o direito de expô-la ou não. Não é possível que o povo seja privado de aproveitar da cultura e do conhecimento artístico de obras que são o símbolo de uma época, reconhecidas mundialmente pelo seu valor para humanidade e de um valor inestimável enquanto parte fundamental da cultura humana. Portanto, a arte não deve se limitar à um negócio entre capitalistas.

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