Genocídio avança
A burguesia paulista, a mais alta burguesia brasileira, vai retroceder nas suas medidas paliativas e avançar o genocídio; é preciso fazer o que eles temem: mobilização nas ruas
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O Ministério da Saúde já avisou: a burguesia nao dará vacina para todos... | Foto: Reprodução

Um assunto insustentavelmente esquecido tomou à tona novamente nos jornais da burguesia: a gigantesca crise da pandemia de coronavírus. Assunto este que tomou uma certa dose de esquecimento nas páginas dos jornais durante as eleições. A impressão feita pela burguesia durante todo período eleitoral era que simplesmente a pandemia desapareceu, “passou sozinha”. Havia “esperança”, havia “queda dos contágios” e até mesmo um apagão, um silencio consentido daquilo que só se aprofunda, nunca sumiu. Com uma eleição antidemocrática e de apenas dois meses, foi uma manobra simplesmente fácil suprimir esse problema de toda classe trabalhadora dos televisores, páginas, rádios e até mesmo na internet, já que a situação foi colocada para parecer suspensa no ar. O alívio que a burguesia trouxe é, claro, uma farsa. Serviu apenas para as eleições se passarem na “normalidade”, sem “tumultos” e insatisfações. Enquanto isso os cadáveres da classe trabalhadora se amontoam.  

O jornal mais consciente da burguesia paulista lançou um editorial dizendo a opinião dessa burguesia, intitulado “Segundona braba”. No editorial se sugere, de maneira muito ardilosa, que as eleições municipais foram um marco de civilização em meio a barbárie do governo Bolsonaro. Além de toda propaganda asquerosa, a burguesia adverte o vencedor, Bruno Covas, do PSDB, que o canto de vitória será por apenas essa noite. A próxima semana será de “trabalho duro”, manobrando com a população a situação fora de controle da pandemia. 

Isto porque, segundo os próprios dados fraudulentos do governo golpista, São Paulo soma 1.238.094 de infectados, com 42.048 mortos. Apenas de coronavírus, sem contar as subnotificações e aqueles que não foram testados. A situação é de fato fora de controle e a burguesia paulista, a mais alta burguesia nacional, sabe muito bem disso. Por isso o aviso do editorial diretamente para a cúpula do PSDB, que domina, dentro e fora das eleições, toda máquina do estado de São Paulo. 

editoral do Estadão coloca algumas questões bem concretas e que nada tem a ver se os trabalhadores sairão vivos ou mortos, em sua maioria, da pandemia. São questões que tem a ver com a economia e o equilíbrio do regime golpista.  

Primeiramente, a burguesia se questiona do que será o Natal e os grandes capitalistas do terceiro setor, os comerciantes, e sua reação ao fechamento do comércio nesses momentos. Como sabemos do chamado “velho da Havan”, Luciano Hang, o bolsonarismo é muito adepto desse setor da burguesia. Qualquer movimento errado nesse sentido, do ponto de vista da grande burguesia, seria um fator, por si só, de desestabilização política no interior da classe dominante. A burguesia, através desse editorial, pede prudência nas medidas em que serão adotadas. Afinal, um racha maior do que o já está dentro da burguesia poderia ser um fator de explosão social, com a mobilização do bolsonarismo. 

Um ponto importante do editorial é o temor da burguesia em relação a explosão social. E para isso ela se remete à 2013. E para isso ela exige uma manobra reforçada para desfazer a polarização política que existe no país, que o editorial chama de “picuinhas” políticas. O parágrafo sobre a explosão social é revelador, pois mostra de forma clara o real medo da burguesia: a mobilização dos trabalhadores por seus interesses de classe. Se a mobilização de 2013 apavorava a burguesia, na atual situaçao de crise faria todo esse grupo econômico perder seu sono.  

Está claro que a pandemia não apavora somente a classe trabalhadora. Ela assombra também a burguesia. 

E o que faz os governos da direita? Em São Paulo, por exemplo, retrocede todas as suas medidas paliativas. A burguesia dita cientifica enganou o povo, está pronta parar assassinar ainda mais trabalhadores para manter os lucros dos grandes capitalistas. É necessária uma mobilização gigantesca dos trabalhadores, falar na língua que a burguesia entende. Uma mobilização organizada e violenta para impor a burguesia seus interesses, derrubar Bolsonaro, todos os golpistas e barrar o plano de devastar o país com o neoliberalismo e o coronavírus. É fundamental ir às ruas contra o genocídio que se apresenta no horizonte, e que os trabalhadores já estão enfrentando a pouco menos de um ano.
 

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