Regime bolsonarista
Dados mostram que os partidos do chamado “centrão” são a verdadeira base para o governo Bolsonaro, o que mostra o apoio da burguesia à sua política sanguinária.
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O presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, durante sessão solene em homenagem ao ator Carlos Alberto de Nóbrega, na Câmara dos Deputados.
Presidente golpista da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) e fascista Jair Bolsonaro. |

De acordo com levantamento recentemente divulgado pelo portal Congresso em Foco, os partidos que mais aderiram aos projetos do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados foram o Podemos (92%) e o Patriota. Por incrível que pareça, o partido pelo qual Bolsonaro disputou as eleições, o PSL, aparece apenas como o terceiro que mais apoiou a política bolsonarista.

Além dos partidos mais citados, outros onze aderiram à maioria dos projetos do governo ilegítimo. São eles: PSDB (81%), PTB (78%), PSC (78%), MDB (77%), DEM (77%), Cidadania (74%), PL (74%), PSD (74%), Novo (71%) e PP (67%).

Esses dados trazem à toa duas conclusões fundamentais para a análise política. Em primeiro lugar, o fato de que o PSL não aparece na frente como partido que mais aprovou os projetos da Presidência da República mostra a imensa crise do governo Bolsonaro, que não consegue ter consenso nem mesmo no partido pelo qual disputou as eleições. Isso, portanto, comprova ainda mais o caráter improvisado do governo Bolsonaro, que não é popular, nem mesmo o resultado de um movimento político real: trata-se apenas de um arranjo feito às pressas pela burguesia para levar adiante a fraude eleitoral de 2018.

Em segundo lugar, o fato de que 13 partidos apoiaram a maioria dos projetos do governo Bolsonaro também comprova o apoio geral do chamado “centrão” à política bolsonarista. O “centrão”, afinal, é formado pelos partidos tradicionais da burguesia – o que os coloca, deste modo, como guardiões da política neoliberal no Brasil. Na medida em que Bolsonaro, apesar de todas as contradições do governo, está procurando levar adiante a política dos banqueiros, o “centrão” não se exime de dar todo o apoio que ele precisa.

O apoio do “centrão” a Bolsonaro reforça o argumento de que não é possível formar uma aliança “democrática” com a burguesia para derrotar o governo ilegítimo. A burguesia, afinal, está disposta a sustentar Bolsonaro, se for esse o preço a pagar para levar adiante uma política de superexploração dos trabalhadores. Por isso, é preciso abrir mão de qualquer ilusão em relação às frentes com os partidos golpistas e organizar um movimento que tenha como centro a mobilização revolucionária das massas para pôr abaixo o regime. Fora Bolsonaro e todos os golpistas!

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