Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
merkel
|

No último domingo (2), Andrea Nahles  renunciou a líder do Partido Social Democrata (PSD), assim como de chefe de bancada no Parlamento. A crise nas eleições europeias abalaram o partido mais antigo da Alemanha (1863). A crise interna dentro da partido só aumentou com a crise europeia e a corda rompeu para o lado de Andrea.

O PSD está há seis anos em uma grande coalizão com o partido de Angela Merkle, o Christlich Demokratische Union Deutschlands (União Democrata-Cristã da Alemanhã), e isso tem sido caso de um disputa interna entre a ala esquerda do partido e a ala direita que atualmente o lidera. O desempenho eleitoral do PSD vem decaindo cada vez mais, perderam as eleições  em Bremem, estado dominado pelo partido a mais de 70 anos, e seu desempenho foi irrisório na Baviera e em Hessen. Além do mais, sua votação nas eleições para o Parlamento Europeu foi igualmente pífio, obtendo 15,8%, 11 pontos a menos do que nas eleições de 2014.

O partido de Merkel também encontra-se em crise. Annegret Kramp-Karrenbauer, atual líder do CDU desde o afastamento de Angela, está flertando com a extrema-direita do partido gerando um cisão interna do partido.

A renúncia de Nahles pode por um fim à participação do SPD na coalizão, fragilizando ainda mais um governo já em crise, provocando novas eleições.

A tendência política na Europa é de crise total dos partidos tradicionais. A queda drástica no desempenho eleitoral desses partidos vem sido acompanhada com a ascensão da extrema-direita como mostrou-se na últimas eleições para o Parlamento Europeu.

Os partidos sociais democratas do velho continente continuam com sua velha política de conciliação com a alta burguesia, e por isso afundam junto com os partidos tradicionais diante da crise do imperialismo europeu. A ausência de um partido revolucionário está dando espaço para os fascistas usarem-se da demagogia para crescer na crise.

A renúncia de May no Reino Unido, a ascensão da extrema-direita italiana e espanhola, o fracasso de Macron e a crise de Merkel são capítulos siameses da crise política europeia. Em todos esses capítulos nota-se a falência da social democracia europeia.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas