O deputado federal “Paulinho da Força Sindical” e seu Partido, o Solidariedade, ficaram famosos por serem figuras de proa da articulação golpista. ele também preside (licenciado) a Força Sindical, instrumentos criados pela poderosa FIESP (a Federação das Indústria dos Estado de São Paulo) para atuar no movimento sindical brasileiro, sempre em favor dos patrões, buscando combater o sindicalismo da CUT e os interesses dos trabalhadores.
Depois de conspirar pela derrubada da presidenta Dilma, sustentar o combalido governo Temer e apoiar a prisão de Lula, Paulinho e sua turma apoiaram a eleição fajuta e o governo fraudulento Bolsonaro, e finalmente, votaram a favor do roubo da aposentadoria. Quer dizer, como se já não bastasse a resumida ficha política corrida de Paulinho e sua Força, que já seria mais do que bastante para comprovar que são um instrumento nas mãos da burguesia, este setor reforça os seus laços com os golpistas e vota a favor do roubo da aposentadoria, na comissão especial da Câmara dos deputados, nesta quinta, dia 4 de julho.
De acordo com matéria publicada no sítio Poder 360 na terça dia 2 de julho, o líder do Solidariedade Augusto Coutinho já tinha chegado a um acordo para defender a “reforma”, e finalmente Lucas Vergilio, do Solidariedade de Goiás, votou a favor da reforma na comissão especial.
São os mesmos atores que corroeram por dentro até onde puderam a paralisação e os atos da greve geral do dia 14 de junho e que também boicotaram anteriormente os “gloriosos” atos “unificados” das centrais sindicais do dia 1 de maio, tendo chegado neste último caso ao extremo de se realizar um “show”, em São Paulo. com cantores sertanejos bolsonaristas, por eles patrocinados.
Para que a luta da esquerda, dos sindicatos e dos movimentos populares seja vitoriosa é necessário que se organize uma gigantesca mobilização contra o governo Bolsonaro, que mesmo com todas suas crises internas representa hoje a continuidade do regime golpista. O projeto de assalto à aposentadoria de toda a população trabalhadora brasileira, que tramita no Congresso Nacional é apenas a ponta do iceberg dos planos profundamente antipopulares que foram traçados pelo imperialismo para o Brasil.
Esta luta, no entanto, não pode ser travada tendo como suposto aliado um setor profundamente pelego e direitista como é o caso de Paulinho da Força, o Solidariedade e a sua Força Sindical. Além de se articular para enfraquecer as mobilizações, estes setores não mobilizam absolutamente ninguém além dos seus já conhecidos “militantes” pagos e no final, ainda votam a favor da “reforma” de Bolsonaro.





