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Neste domingo (17), ocorrerá a 1ª reunião dos grupos de estudo da 46ª Universidade de Férias, que discutirá os temas abordados nas 4 primeiras aulas do curso
2020.12.16 46 Universidade de Férias
Arte Divulgação do curso "O que foi o stalinismo" | Arquivo DCO
2020.12.16 46 Universidade de Férias
Arte Divulgação do curso "O que foi o stalinismo" | Arquivo DCO

Neste domingo (17) às 18h, ocorre a 1ª reunião dos grupos de estudo da 46ª Universidade de Férias do Partido da Causa Operária (PCO) e da aliança da Juventude Revolucionária (AJR). Os grupos discutirão os temas abordados até agora no curso “O que foi o stalinismo”, que concluiu sua 4ª aula na última quinta.

O objetivo dos grupos é permitir que os participantes do curso discutam e façam colocações sobre as dúvidas que apareceram, possibilitando uma interação mais direta com a organização do curso. De outra parte, permite também uma ideia mais clara para o PCO e a AJR de como os participantes estão assimilando as exposições do curso.

Como participar?

Basta fazer o login na plataforma da Universidade Marxista, onde o endereço eletrônico das reuniões estará disponível pouco antes das 18h. Elas serão por videoconferência, através do aplicativo Zoom e tendo grupos divididos por regiões do País e do exterior.

Se você ainda não se inscreveu, clique aqui agora, ainda dá tempo!

O curso até agora

Companheiro Rui Costa Pimenta durante aula do curso.

Aula 1: “São Stálin, o padroeiro do capitalismo”

Ocorrida no último dia 5, a 1ª aula fez uma explicação sobre o papel histórico do stalinismo. O companheiro Rui Costa Pimenta traçou um histórico do fenômeno social da burocracia estatal. Explicou que o stalinismo não é uma ideologia, mas uma força social, logo, que se apoiava numa classe social, a classe operária que criou o 1º Estado operário do mundo. Ele explicou que “a existência do capitalismo após a 2ª Guerra Mundial é uma anomalia histórica”, que só foi possível devido à intervenção nefasta do stalinismo.

“O stalinismo surgiu num momento crucial da luta de classes e serviu para salvar o capitalismo da Revolução proletária.” (Rui Costa Pimenta, durante a 1ª aula do curso O que foi o stalinismo, 05/01/2020)

“A prova disso é que a União Soviética, ao fim e ao cabo, caiu sozinha! Como um fruta podre do galho, disse Rui. Nenhum marxista nunca imaginou que a URSS cairia sozinha. Todos temiam invasões, guerras, nazismo, imperialismo, etc. No entanto, após inúmeras capitulações e políticas completamente reacionárias e de traição da revolução proletária, o stalinismo transformou o maior acontecimento histórico que a humanidade já viu (a Revolução Russa de 1917) em pó”, explicou.

Aula 2: a URSS e a burocracia reacionária

Já na 2ª aula, realizada no dia 7, explicou-se o que foi a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), alguns dos absurdos cometidos pela burocracia stalinista e uma ampla caracterização do stalinismo e da burocracia em geral.

A única diferença entre a burocracia no capitalismo e a burocracia soviética é que nesta última não havia nenhum capitalista diretamente controlando-a. O presidente do PCO explicou características da burocracia, como: 1. Casta; 2. Parasitismo; 3. Ineficiência; 4. Privilégio.

Ele mostrou que, no fim das contas, a classe operária soviética não conseguiu manter o poder do Estado, conquistado através da revolução de 1917. Através de todas as dificuldades, sobretudo impostas pela guerra e pelo atraso material do País, o poder estatal foi ganho pela burocracia stalinista, que não apareceu do nada, mas já estava presente em 1917, quando passou a se enfrentar com a classe operária, até controlá-la completamente.

Aula 3: socialismo, imperialismo e a partilha do mundo

Na 3ª aula, realizada no dia 12, abordou-se os fundamentos do socialismo científico, as polêmicas com as diversas formas equivocadas de pensamento da esquerda, as bases econômicas do capitalismo e de sua fase superior – o imperialismo.

O companheiro Rui Costa Pimenta explicou o porquê de a União Soviética não ter sido um país socialista. A URSS teve, durante toda sua existência, uma economia atrasada. Para ser socialismo, um modo de produção superior ao capitalismo, precisaria que suas forças produtivas fossem mais evoluídas do que a economia de qualquer país capitalista, mesmo os mais avançados.

Ele continuou que devido a isso, a Rússia só poderia estabelecer o socialismo com a ajuda da classe operária internacional realizando a revolução nos demais países desenvolvidos. O que não ocorreu. A Rússia ficou isolada e sem a possibilidade de intercâmbio econômico favorável para o desenvolvimento de sua economia. Assim, a URSS não era um país socialista, mas também não era capitalista, uma vez que a propriedade privada dos meios de produção foi expropriada.

Conforme já analisado por Lênin e Trótski, na Rússia de 1917 foi implantada a ditadura do proletariado. A ditadura do proletariado, ou seja, o regime no qual os trabalhadores governam, forma o Estado Operário, no qual os capitalistas já não obtêm mais o poder político e seu poder econômico é progressiva e velozmente minado. A ditadura do proletariado é um regime de transição entre o capitalismo e o socialismo e que, portanto, pode tanto avançar em direção ao socialismo como retroceder para o capitalismo. Foi exatamente o que ocorreu na URSS.

Aula 4: como a burocracia chegou ao poder na União Soviética?

Por último, no dia 14, o companheiro Rui Costa Pimenta mostrou como era a situação da URSS, a base material para o surgimento do fenômeno da burocratização. Em 1914 o início da 1ª Guerra Mundial, em 1917, com a Revolução e em 1918 a Guerra Civil. Logo, mal o governo operário assumiu já entrou numa guerra que viria a destruir o País. Conforme o dirigente explanou, 14 países – incluindo Inglaterra, França, Japão, EUA, Tchecoslováquia, Polônia, Finlândia – atacaram a União Soviética para destruir a Revolução. Tratava-se, portanto, não de uma Guerra Civil, mas sim de uma Guerra do imperialismo contra o Estado operário.

“O colapso das forças produtivas ultrapassava tudo que já tinha sido visto”, cita Rui o revolucionário Leon Trótski, fornecendo alguns dados para resumir a situação estabelecida na Rússia após a guerra. A indústria foi reduzida a 20% da situação econômica anterior à guerra. A produção de petróleo caiu 40%, a de carvão caiu a 27%, a de ferro chegou a 1,6% e a de aço, 2,4% do que era antes da guerra civil. Do ponto de vista geral, o PIB da URSS era 1/3 do PIB de 1913, último ano antes das guerras.

Esta situação de destruição total da economia nacional provocou uma situação insustentável do ponto de vista social. A colheita de grãos teve 40% de queda, levando a uma situação de fome que atingiu 36 milhões de camponeses, levando a morte de mais de 1 milhão de pessoas. A situação fez com que em alguma regiões do país o canibalismo começasse a se manifestar.

Em 1921 as greves explodiram em Petrogrado, com os operários expondo reivindicações para o Estado sobre gêneros alimentícios. Ocorreu inclusive a criação de um exército camponês contrarrevolucionário na província de Tambov, com o conjunto das capitais das províncias perdendo 1/3 do seu contingente populacional para o campo. Em Petrogrado, este número é de 60% entre pessoas que foram para a guerra ou que foram para o campo.

Foi assim que o Partido e o Estado se confundiram, sem uma delimitação clara sobre o que era um e o que era outro. O Partido acabou por funcionar a reboque do Estado. Os dirigentes do Partido começaram a perceber que a máquina administrativa do Estado começava a criar uma espécie de vida própria. “O Partido acabou se tornando um apêndice do Estado” e “O Estado começou a controlar o Partido”, afirmou Rui.

Essa situação foi cada vez mais fortalecendo os setores médios, menos radicais e dinâmicos, em detrimento da classe operária, deprimida pela situação de refluxo da destruição do País na guerra e a profunda debilidade da economia soviética. No fim das contas, os bolcheviques perderam o controle, na ausência de uma classe operária que sustentasse a atividade revolucionária, e a burocracia tomou conta do Estado Operário.

O colapso da economia da Rússia e a situação de fome e miséria da população criaram o cenário para o surgimento de um setor social que tomou conta do Estado e do Partido

Inscreva-se e participe dos grupos de estudo!

Ainda dá tempo de se inscrever, acompanhar as 4 aulas que já ocorreram e participar dos grupos de estudo. Basta acessar a plataforma da Universidade Marxista através do endereço universidademarxista.pco.org.br, preencher os dados e pagar a inscrição, que custa o preço simbólico de apenas R$100,00 (cem reais)!

Antes do início da 1ª aula, foi apresentado um tutorial do funcionamento do curso, dos grupos de estudo, da plataforma da Universidade Marxista, do acesso à Enciclopédia Marxista e à Biblioteca Socialista, que já contam com centenas de verbetes, biografias, textos e livros dos mais diversos acontecimentos políticos do século XX.

“Textos dos maiores dirigentes e militantes que a classe operária já produziu, como Karl Marx, Friedrich Engels, Vladimir Lênin, Rosa Luxemburgo e Leon Trótski, dentre outros. Muitos dos materiais são traduzidos pela própria equipe da Universidade Marxista do PCO, sendo publicados, portanto, de forma inédita em língua portuguesa e não encontrados em nenhum outro local na Internet.”

Se você perdeu a 4ª, 3ª, 2ª ou a 1ª aula, não há problema, na plataforma da universidade é possível acessar todo o conteúdo que foi publicado do curso até então, com as aulas na íntegra.

Não fique de fora da maior atividade de formação marxista do País! O curso da 46ª Universidade de Férias já tem mais de 1.000 inscritos e mais de 1.300 confirmados. Participe!

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