Mulher objeto de cama e mesa
Participe das dicussões sobre o livro “Mulher objeto de cama e mesa” com o coletivo de mulheres do PCO. As reuniões ocorrem todos os sábados as 17 horas e são abertas a todas
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Mulher objeto de cama e mesa - Heloneida Studart | Foto: Reprodução.

O coletivo de mulheres rosa luxemburgo, surgiu como uma forma de organizar as mulheres com um programa revolucionário na luta pelos seus direitos e reivindicações, promovendo encontros, atividades e debates sobre a opressão sofrida pelas mulheres desde seu início, sempre sob um viés marxista. 

Todos os sábados, a partir das 17 horas, são realizadas reuniões abertas não só para as militantes do Partido da Causa Operária, mas também para pessoas de outros movimentos ou sem nenhuma organização até então. Companheiras de todos os lugares do Brasil e do mundo, participam das reuniões para organizar a luta das mulheres. 

Nestas reuniões, são realizadas leituras e debates sobre diversos textos importantes sobre a origem da opressão feminina e sua luta ao longo da história, como “A origem da família, da propriedade privada e do Estado” de Friedrich Engels e atualmente estão acontecendo discussões sobre o livro “Mulher objeto de cama e mesa” da jornalista brasileira Heloneida Studart.

Este livro torna o debate interessante por falar sobre o papel exercido pela mulher na sociedade e como o sexo feminino é condicionado desde os primórdios a escravidão doméstica. 

Heloneida retrata como desde a infância as meninas não recebem os mesmos estímulos que os meninos, e ao crescerem e tornarem-se adultos os homens eram levados a caçar, lutar, plantar, cultivar, enquanto a mulher ficava na caverna, hoje chamada de lar.

Em uma passagem do livro, a autora diz que:

“Ninguém ignora que o estado doméstico das mulheres é um fenômeno originário dos problemas do mercado de trabalho. O mercado de trabalho não tem lugar para todos os homens. Um grande número deles vegeta em subempregos, outros se encontram desempregados. Dentro desse quadro, o sistema prefere deixar as mulheres fora da competição econômica. Elas devem continuar em ocupações não produtivas. Se aparecer um fenômeno natural que lhes torne o trabalho necessario, haverá uma convocação rápida. Foi o que aconteceu na Inglaterra e nos Estados Unidos, por ocasião da Segunda Guerra Mundial. Da noite para o dia, solicitadas para colaborar no esforço total da guerra, as mulheres tiveram que deixar de ser ‘rainhas’ do lar. Jornais, revistas, rádios, lhe ofereceram a imagem corajosa e estimulante de enfermeiras, aviadoras, médicas, padioleiras, guerrilheiras. Elas provaram largamente a própria competência, mas não por muito tempo. Voltando a paz, os meios de comunicação de massa constituíram a ideologia da mulher de prendas domésticas que predomina até hoje em nosso mundo ocidental”.

A passagem mostra que o livro, embora sua primeira edição tenha sido lançada em 1974, mostra-se ainda muito atual. Ao contrário do que dizem alguns movimentos feministas pequeno burgueses, a mulher ainda está muito longe de sua emancipação. Esta só será alcançada por completo numa sociedade comunista, mas até lá a luta por direitos fundamentais, como o aborto legal, casas de proteção, criação de novas creches, a luta pela igualdade salarial, etc. deve continuar incessantemente.

Com o avanço do fascismo no Brasil, o governo de Jair Bolsonaro começou uma grande ofensiva contra os direitos da classe trabalhadora e as mais afetadas foram as mulheres. A direita aproveitou a pandemia para tentar proibir o aborto de todas as formas e aumentar a repressão. Como exemplo claro, temos o caso da menina de 10 anos estuprada pelo tio que engravidou e foi perseguida pela direita e assediada na porta do CISAM, hospital em que foi realizar o procedimento de aborto. Outro caso, foi a tentativa de cancelamento de todos os procedimentos de aborto legal no hospital Pérola Byington, referencia no Brasil todo, para fazer triagem de casos de gripe.

A violência contra as mulheres aumentou exponencialmente durante a pandemia e o governo mostrou-se mais uma vez um ferrenho inimigo, não dando nenhuma assistência as vítimas de agressão e aproveitando-se disso para fazer demagogia e aumentar a repressão pela polícia, que tem como único objetivo colocar mais gente na prisão e que, em diversos momentos, além de não parar a violencia, também agride as mulheres.

As taxas de desemprego altíssimas no país também afetaram principalmente o setor mais vulnerável da sociedade. Pela primeira vez desde 1991 a taxa de ocupação formal feminina ficou abaixo dos 50%, registrando em 46,3%. O patamar mais baixo das últimas três décadas.

Nem o governo, nem a polícia, nem o judiciário está do lado das mulheres, como fica explícito no caso recente do juiz Rodrigo Costa que fez uma série de ataques às leis já existentes de proteção à mulher, como a lei Maria da Penha.

Os ataques às mulheres não param por aí, por isso, o Coletivo Rosa Luxemburgo convida a todas a se organizarem conosco, nas discussões fundamentais para a formação política, na formação de comitês de auto defesa e nas ruas lutando por direitos fundamentais das mulheres e pelo ‘Fora Bolsonaro e todos os golpistas’.

 

Para participar, entre em contato:

Whatsapp: (82) 98871-6320 ou (11) 98192-9317

Facebook: https://pt-br.facebook.com/coletivorosaluxemburgo

Instagram e twitter: @rosaluxemburgo.pco

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