Paralisação nacional enfrenta Macri, na Argentina

HUELGA PARA EXIGIR CAMBIOS EN EL IMPUESTO QUE GRAVA SALARIOS

Em resposta à política econômica de Maurício Macri, equivalente argentino aos golpistas brasileiros, os sindicatos argentinos realizaram nessa segunda-feira (25) uma greve de 24 horas contra o governo, a terceira “greve geral” enfrentada pelo governo pró-imperialista, em dois anos.

A grande adesão à mobilização evidenciou a crescente revolta frente ao aprofundamento da política dos golpistas na Argentina. Assim como no Brasil de Michel Temer, a Argentina enfrenta um brutal crise política e está tendo dificuldades em aprovar suas resoluções no congresso.

A tendência do país é a deterioração completa. A transformação do país em uma terra arrasada sem nenhum tipo de condições para o povo. Isso se agravou, ainda mais, com a nova política de Maurício Macri, ditada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), representante do imperialismo.

Para favorecer a entrega da economia nacional e atacar os trabalhadores, o governo Macri  desvalorizou o peso argentino em cerca de 40%, provocando perdas de US$ 12,5 bilhões em reservas. Nessas condições, o governo se submeteu a um “acordo” com o FM, obtendo empréstimos da ordem de US$ 50 bilhões, a serem usados para cumprir compromissos com banqueiros e especuladores, principalmente,

A desvalorização imposta pelo governo acelerou ainda mais o aumento de preços fazendo cair o poder de compra dos trabalhadores e o conjunto da crise que serve de base à paralisação que a burocracia sindical costuma usar no país vizinho como “válvula de escape” da pressão vinda dos trabalhadores e para chegar a um entendimento com o governo, mas que deve ser usada como um ponto de apoio para construir uma mobilização de mais amplo alcance na defesa de suas reivindicações contra a política entreguista de Macri e Cia.