Greve
Os bancários do BB deram uma pequena demonstração, no último dia 29, de que não estão mais dispostos a tolerar os ataques do governo golpista
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Banco do Brasil | Foto: Reprodução
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Banco do Brasil | Foto: Reprodução

Os trabalhadores do Banco do Brasil, de todo o País, paralisaram as suas atividades, na sexta-feira (29), em protesto contra a ofensiva reacionária do governo ilegítimo Bolsonaro e seus prepostos à frente da empresa. Através da política de reestruturação, a direção golpista pretende demitir, via Plano de Demissão “Voluntária” (PDV), 5 mil funcionários, bem como o fechamento de centenas de dependências bancárias, em consequência  milhares de trabalhadores correm o risco de perderem seus cargos comissionados e serem removidos para outras localidades compulsoriamente.

Além desses ataques, o banco anunciou uma “nova” modalidade de remuneração para os Caixa Executivos, que tem como pano de fundo extinguir essa carreira dentro do banco, criando, conforme já acontece na Caixa Econômica Federal, o Caixa minuto. Ou seja, só recebe a remuneração em cima das horas trabalhadas quando da ocupação de caixa, dando fim ao caráter permanente da gratificação.

Mesmo com todas as limitações impostas pelas direções sindicais, em relação aos métodos de luta dos trabalhadores, tais como tuitaços, plenárias e assembleias virtuais, grande parte da categoria aderiu espontaneamente à paralisação de 24 horas, devido as sucessivos ataques pela qual passam os bancários desde o início do golpe em 2016, quando a direção do banco vem implantando uma política que visa a privatização, com a venda de ativos, fechamento de postos de serviços, demissão em massa, arrocho salarial, etc.

Segundo dados da Contraf/Cut, a maior adesão se deu para os Caixas que chegou a atingir 80% desse setor da categoria, além disso foram centenas de agências que tiveram as suas portas fechadas nas diversas capitais do país, cidades e municípios.

Os bancários do BB deram uma pequena demonstração, no último dia 29 de janeiro, de que não estão mais dispostos a tolerar os ataques do governo contra as suas já precárias condições de vida e de trabalho. Com a paralisação total ou parcial de centenas de agências por todo o país, e setores da direção geral, que hoje, devida à pandemia, se encontram em home office, apontaram que a única maneira de barrar a ofensiva do governo e dos banqueiros de fazer com que os trabalhadores paguem pela crise por eles criada é através da mobilização e da luta.

Para isso é necessário um balanço, não tanto da paralisação nacional, pois ficou demonstrado que, onde houve iniciativa houve paralisação, mas, fundamentalmente, um balanço do papel limitado cumprido pelas direções sindicais.

Neste sentido organizar, imediatamente, mecanismos que ponham, não só os trabalhadores do BB, mas demais trabalhadores dos bancos públicos e privados em movimento. Chamar uma plenária nacional, com assembleias presenciais, com todas as medidas necessárias de prevenção contra a contaminação do coronavírus, com o objetivo de deflagrar a greve por tempo indeterminado até que as reivindicações dos trabalhadores sejam atendidas.

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