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A escola da samba Paraíso do Tuiuti do grupo das escolas especiais do Rio de Janeiro, levantou o povo nas arquibancadas do sambódromo carioca e de todo o país que acompanhou pela TV.

A escola do bairro carioca de São Cristóvão escolheu seu tema para o carnaval de 2018: Os 130 anos da abolição da escravidão. Criado pelo carnavalesco Jack Vasconcelos a escola apresentou na capital mundial do samba a situação política no Brasil denunciando o Golpe de Estado e retratando, como ele diz, a escravidão moderna.

A escola participou com o samba enredo: “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”.

Com suas fantasias que ilustraram a criatividade da escola, suas várias alas mostraram a situação geral de escravidão que os golpistas querem impor aos trabalhadores do país, recontando a história da escravidão no Brasil, nos 130 anos da Lei Áurea, e com uma dura crítica ao racismo real e às dificuldades dos trabalhadores brasileiros hoje.

A comissão de frente iniciava com o “grito de liberdade”, com membros interpretando escravos negros sendo açoitados por um capataz

O carro abre-alas “Quilombo Tuiuti” mostrava as fortificações das tribos africanas, com rinocerontes na frente. Outro carro fez lembrar um navio negreiro, com muitos grilhões.

As baianas se enfeitaram com riquezas africanas e o primeiro tripé trouxe uma representação da Lei Áurea, documento assinado pela Princesa Isabel, em 13 de maio de 1888, situação que importantes partidos de esquerda hoje em dia teimam em negar, esquecendo tal data e “comemorando” apenas o 20 de novembro. As três últimas alas mostraram o desejo do povo brasileiro em busca de bons empregos. Os coxinhas foram muito bem denunciados com os “manifestoches”, mistura de manifestantes com fantoches portando suas camisas da CBF, montados nos patos da FIESP com suas malfadadas panelas.

O último carro denunciava o golpista Michel Temer como um vampiro com uma faixa presidencial. Outra ala mostrou o trabalho informal, que com a reforma trabalhista aumentará vertiginosamente, com integrantes fantasiados de ambulantes, e outra destacou os “guerreiros da CLT”, com operários segurando uma carteira de trabalho gigante.

Mostrando o samba que está na boca do povo, com o povo nas arquibancadas do sambódromo carioca gritando o samba da escola, na verdade gritando mais do que o samba da escola, gritando a luta do povo, gritando a luta dos trabalhadores contra a exploração, contra o golpe de estado em marcha no Brasil, gritando que o povo está vendo tudo, que o povo está se levantando contra os golpistas do grande capital.

Não podendo esconder o elã do povo nas arquibancadas do sambódromo, um dos comentaristas da rede Globo não teve como esconder: “Um samba deste fica fácil, não Escobar!?”

Sinal inequívoco do apoio popular ao samba contra o golpe foi uma votação realizada pelo site uol, que na manhã da última segunda feira registrava como placar da votação pela mídia social, para as seis escolas que desfilaram no primeiro dia, com 81% de todos os votos para a escola Paraíso do Tuiuti, sendo seguida pela Mangueira com 9 % da votação e as demais em torno de 1 a 3%.

Menção honrosa também se deve fazer a grande Mangueira, escola de muito popular origem, que neste carnaval também denunciou os abusos conservadores do governo Crivella no Rio de Janeiro.

Mas em tempos de golpe de Estado, por convicção, corre-se o risco de que pressões políticas fora da avenida, rebaixem a real votação da escola. Esperamos que não.

A bela escola de São Cristóvão mostrou por que a direita não gosta do carnaval e nos últimos anos, tem cancelado e impedido a realização de carnavais e seus desfiles em importantes centros, como no próprio ABC paulista, onde um prefeito psdebista impediu a realização pelo segundo ano em Santo André. Os golpistas estão na ativa criando leis e medidas para impedir o carnaval em diversos lugares. É no carnaval, por ser uma festa popular, onde os trabalhadores se expressam de acordo com seus sentimentos e pensamentos aproveitando para a alegria, poucas vezes possíveis ao longo de um ano e toda a indignação que sofre por conta da burguesia e do sistema opressor capitalista em vigência no Brasil e no mundo.

Assim como a vontade popular contra o golpe, contra a retirada de direitos, contra a opressão, os sambistas lavaram a alma do povo que gosta de samba e que é maioria no país.

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