Contra o genocídio
A maioria do povo não têm direito à quarentena, tem apenas a escolha entre: trabalhar ou morrer de fome
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Foto: reprodução |

A luta contra o COVID-19 mostrou apenas uma coisa apenas ao povo: que os governos da burguesia não se importam com o povo, não tem plano para conter a pandemia, muito pelo contrário, planejam salvar as bolsas e monopólios capitalistas não só com injeção de dinheiro dos pobres, mas com o sacrífico da vida destes.

Em Países como os EUA, a França, Dinamarca, até mesmo países massacrados como a Itália e Espanha (que já iniciou a abertura) estão indo neste sentido.

No começo da pandemia estes governos diziam jurar pela cartilha da Organização Mundial de Saúde (OMS), hoje rebelam-se contra a ciência médica da mesma forma que Lutero rebelou-se contra o Papado.

Especialistas de todo mundo exigem testes em massa, exigem que seja mantida o distanciamento social, que não até agora não foi feito corretamente, e avisam: até a produção de imunidade de rebanho (entre 70 e 90% da população imunizada) ou de uma vacina, o risco de 2ª onda de infecção por coronavírus é altíssima.

Os países citados ainda não venceram a 1ª onda, como é o caso da China, que passou mais de 70 dias trancada. A Itália, que discute uma genocida volta ao trabalho, foi o 3º país do mundo com o maior número de mortos nesta sexta-feira, a Espanha, que diz que o pior já passou, é o sexto país.

Se em poderosos países imperialistas a luta contra o coronavírus é uma piada, uma fraude e um genocídio administrado pelo Estado, no Brasil ele é tudo isso e a encenação feita pelos governos da Europa é feita aqui como uma comédia.

No Brasil não se pode dizer que o pior passou, o pior, mesmo que seja apenas uma primeira onda, ainda está por vir. O número de mortos desta sexta foi doze vezes maior do que no dia dois de abril, um mês atrás, quase o triplo do que a 15 dias atrás. O total de mortos dobrou desde o dia 24, ou seja, apenas 8 dias. 

Como dissemos, no Brasil essa luta é um escárnio, então entidades das mais diversas questionam os números do governo tanto de doentes como de mortos. Não há testes em nosso País. Apenas 0,2% da população foi testada, em números absolutos, o Brasil fez menos testes que países muito pobres, como é o caso da Polônia, do Peru e da Venezuela, devastada pelo embargo norte-americano.

Em números proporcionais, o quadro é ainda pior. Países muito pobres, muito mais pobres que o Brasil, alguns até devastado por guerras e massacres superam o Brasil. Proporcionalmente se testou mais no Nepal, em Ruanda, no Vietnã, em El Savador e em muitos outros, Brasil fica na posição 122, de acordo com o site Worldmeters. Na Palestina, devastada pelos bombardeios israelenses foram feitos quatro vezes mais testes por milhão de habitantes.

Aqui os governos burgueses não forneceram UTIs para os Estados, em Manaus vimos a cena trágica de faltar caixões para enterrar os mortos. Os governadores, e a esquerda que foi a reboque destes, disseram: “Fique em casa” mas não deram condições para tal.

Para milhões de trabalhadores, ficar em casa não é opção. Esses companheiros foram chamados ao trabalho. No nosso País, operários da construção civil, metalúrgicos, carteiros, entregadores de todos os tipos, condutores, caminhoneiros, operários das telecomunicações, telemarketing, bancários, uma série de trabalhadores de restaurantes, dos supermercados, da indústria alimentícia, etc.. Continuam trabalhando, se aglomerando em transportes, arriscando suas vidas para que uma pequena parcela da população, a burguesia e uma parte da classe média, possam ficar em casa.

A esquerda pequeno-burguesa ignora estes companheiros, que se numeram na casa da centena de milhão, para eles não há “fique em casa”, há trabalho ou a fome. Os sindicalistas numa atitude ultrajante fecharam suas portas e orientaram seus sindicalizados a enfrentar os patrões individualmente, se negando a realizar tarefas perigosas. Se fosse para cada trabalhador enfrentar o patrão sozinho, não haveria necessidade de sindicato.

Setores da esquerda partidária declaram a impossibilidade de atos públicos e até de mobilização real, pois defendem a mobilização virtual, ou seja, um nada.

Os governos aproveitam que a oposição está escondida embaixo da cama para tomar direitos, e para proibir de vez o direito de manifestação, como fez Dória em SP. O governador disse que apenas permitiria atos pela internet.

Ao mesmo tempo que ele proibiu atos em prol da luta contra o coronavírus, Dória vai começar o fim da quarentena no dia 11 de maio, provocando o genocídio da população pobre.

Os chilenos declararam “se podemos trabalhar, podemos protestar”. Façamos nossas as palavras deles. Se o povo pode trabalhar, pode sofrer, morrer, ele têm o direito de protestar.

A esquerda não tem só o direito de protestar, têm o dever. Neste momento crítico, mais do que nunca, é preciso mobilizar, ir aos bairros, aos locais de trabalho, é preciso desafiar a interdição de manifestações das direções do movimento e dos governos e manifestar. Para que todos tenha uma chance contra o vírus, para que todos possam ficar em casa, é preciso ir às ruas.

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