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Greve dos petroleiros
Para seguir em frente, petroleiros devem chamar o Fora Bolsonaro
O movimento nacional da categoria somente poderá ir adiante se colocar na ordem do dia o enfrentamento e a luta direta contra o governo levantando a bandeira do “Fora Bolsonaro”
petroleiros
Greve dos petroleiros
Para seguir em frente, petroleiros devem chamar o Fora Bolsonaro
O movimento nacional da categoria somente poderá ir adiante se colocar na ordem do dia o enfrentamento e a luta direta contra o governo levantando a bandeira do “Fora Bolsonaro”
“Foto – Reprodução” – o movimento nacional dos petroleiros cresce a cada dia
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“Foto – Reprodução” – o movimento nacional dos petroleiros cresce a cada dia

Os trabalhadores da maior e mais importante estatal do País, a Petrobrás, entraram, na quarta-feira, dia 12 de fevereiro, no décimo segundo dia de paralisação nacional. A greve dos petroleiros e do pessoal administrativo da empresa experimenta um ascenso diário, neste momento registrando a adesão de mais cinco plataformas e dois terminais, atingindo um total de treze estados.

Na segunda-feira desta semana, dia 10, a direção da estatal, diante do crescimento da paralisação, iniciou a busca por trabalhadores temporários (fura-greve) na tentativa não só de manter o funcionamento mínimo das atividades, como principalmente fazer refluir o movimento, que sem mantém firme e coeso, mesmo diante do boicote da imprensa golpista e da truculência da direção bolsonarista da Petrobrás, assim como do reacionarismo da Justiça do Trabalho, que embora tenha “reconhecido” a legalidade da greve, determinou que 90% dos efetivos operacionais sejam mantidos; ou seja, na prática, o que há é o não reconhecimento do direito de greve e sim a ditadura do Tribunal Superior do Trabalho (TST), na caneta do Ministro ultradireitista Ives Gandra Martins, inimigo dos trabalhadores e das causas sindicais.

Os dirigentes da Federação Única dos Petroleiros (FUP), desde o início do movimento, ocupam uma sala no quarto andar da empresa, na tentativa de romper o bloqueio imposto pela direção da estatal, sem que até o momento tenha havido qualquer sinalização dos bolsonaristas dirigentes da Petrobrás no sentido de abrirem as negociações com as lideranças do movimento. Ao contrário, o que há é a sempre costumeira pressão e intimidação para desgastar o movimento e derrotar a greve.

O impasse a que vem chegando o movimento impõe à direção dos petroleiros a necessidade de projetar a luta para outros patamares, diante da inexistência de um ascenso da luta operária e da mobilização de massas no País. Isolada e com uma pauta limitada a questões de natureza sindical e reivindicatória, a tendência é que o movimento se encaminhe para o desgaste, embora não haja qualquer sinal de refluxo neste momento; ao contrário, as adesões recentes demonstram uma energia combativa da categoria contra a intransigência da direção bolsonarista da empresa. No entanto, as justas reivindicações dos petroleiros e da categoria como um todo, assim como a própria greve, para que possam ganhar força e se colocarem como uma luta social que diz respeito aos interesses do conjunto de toda a população, faz-se necessário dar ao movimento um caráter de luta política, de enfrentamento direto contra o governo direitista de Bolsonaro e dos golpistas, que desejam estrangular a greve e derrotar os petroleiros. Este é o sentido da intransigência da gestão da Petrobrás, que trabalha para o isolamento e a quebra da mobilização nacional dos trabalhadores da maior estatal do País.

A luta contra a privatização da empresa mais lucrativa do País é, afinal, a luta contra o governo que está destruindo, privatizando e entregando um dos maiores patrimônios nacionais ao capital imperialista estrangeiro. Esta obra de destruição nacional, juntamente com dezenas de outras investidas reacionárias e  antipopulares do governo golpista de Bolsonaro, Paulo Guedes, da burguesia, da extrema direita e do imperialismo, somente pode ser enfrentada e derrotada através de um grande movimento nacional que paute como prioritária a luta para colocar para fora o governo inimigo dos trabalhadores, da nação, da população pobre e explorada, dos indígenas, dos negros, da juventude e das mulheres.

Junto à pauta econômica e sindical, os petroleiros, para aprofundar a greve, desenvolvendo e ampliando a mobilização nacional de toda a categoria, deve incorporar às reivindicações a luta pelo “Fora Bolsonaro”; fora o governo dos banqueiros, dos especuladores e parasitas que sugam os recursos e o resultado do esforço nacional realizado pela população.