charque - 03-08-2018
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“Infelizmente, no Brasil, ainda temos atividades que têm necessidades específicas, as quais acabam colocando a vida do trabalhador em risco”.  Esta frase foi proferida pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), Edson Campagnolo e sintetiza o pensamento escravocrata da burguesia.
A afirmação se deu quando questionado sobre o aumento de mortes em consequência dos acidentes e doenças do trabalho no ano de 2018, quando ocorreram 2022 mortes e, em 2017 (1992). Foram 30 trabalhadores a mais que morreram por conta da negligência, falta de manutenção em maquinários, proteção e saúde dos trabalhadores. Os dados são do Ministério Público do Trabalho (MPT), mostrando um crescimento que não ocorria desde 2013.
Estão inclusas nestas informações somente o setor privado, pois são dados de registros enviados ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), os frigoríficos, primeiros colocados em acidentes e doenças do trabalho do setor industrial, juntamente com seus segmentos, correspondem a 9,8% das mortes.
Com os ataques que o governo golpista, eleito através da fraude, Jair Bolsonaro, fica cada dia mais próxima a possibilidade de o Brasil se tornar o primeiro País do mundo, em ralação aos acidentes e doenças do trabalho, principalmente pela intenção de extinguir toda e qualquer norma regulamentadora que diz respeito às questões de segurança, saúde e proteção dos trabalhadores.
Os patrões, que financiaram o golpe, que tiraram a Dilma Rousseff da presidência da república em 2016, prenderam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, impedindo, inclusive, sua participação nas eleições presidenciais, poderão aumentar ainda mais, o lucro, destruindo mais rapidamente a vida de seus funcionários, aos moldes dos senhores de engenho, no período colonial, fazendo com que os trabalhadores não possam questionar por estar sendo massacrado pelos seus em carregados, etc..
Aos trabalhadores, para impor uma derrota à política do governo golpista dos patrões restam a organização e a mobilização. Nesse momento, impulsionando a perspectiva de greve geral com o objetivo de derrotar o governo ilegítimo, colocar Bolsonaro e todos os golpistas para fora e garantir a revogação de todos os ataques do regime golpista contra os trabalhadores.

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