Para os banqueiros golpistas mulheres devem ganhar menos e não ocupar postos chaves de direção

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No mês da mulher trabalhadora é de extrema importância mostrar a realidade das trabalhadoras bancárias que estão na linha de frente dos ataques dos banqueiros golpistas, financiadores do golpe de estado que impôs ao povo brasileiro, através da maior fraude eleitoral, um governo que defende uma política de que: lugar de mulher é em casa e na cozinha.

Segundo pesquisa do IBGE “as mulheres trabalham, em média, três horas por semana a mais do que os homens, combinando trabalhos remunerados, afazeres domésticos e cuidados de pessoas. Mesmo assim, e ainda contando com um nível educacional mais alto, elas ganham, em média, 76,5% do rendimento dos homens.” (IBGE), com a atual crise econômica, que joga o desemprego às alturas, é sobre os ombros femininos que recaem os maiores índices de desocupação.

Na categoria bancária a situação da mulher não poderia ser diferente. Dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) revelam que as 1.089 mulheres admitidas nos bancos em janeiro de 2019 receberam, em média, um valor correspondente a 82,8% da remuneração média auferida pelos 1.359 homens contratados no período. Além disso as mulheres são minorias nos cargos de direção nos bancos. No Santander apenas 20,20% das mulheres ocupam esses cargos; no Itaú, somente 12,7%; no Bradesco, 5,15%; Banco do Brasil, 4,84%, e na Caixa, somente 2,7%, isso sem falar que nos bancos públicos, BB e Caixa, nenhuma vice-presidência desses bancos é ocupada por mulher.

Com o golpe os banqueiros aumentaram a ofensiva reacionária na categoria bancária, que, através de seus lacaios nos locais de trabalho, elevou exponencialmente a política de assédio moral, que recai, principalmente, contra as mulheres.

As mulheres, da mesma forma que a classe operária, estão fora dos verdadeiros centros de poder do regime político, constituindo uma das camadas mais oprimidas da população. A representação operária, bem como a feminina, é uma ínfima minoria no parlamento, reafirmando o caráter de classe do atual regime burguês, que significa, concretamente no Brasil, um regime político dominado por homens, brancos, membros da burguesia em primeiro lugar e secundariamente da pequena burguesia, funcionários da primeira.

A luta por um programa de reivindicações femininas, na categoria bancária, somente pode ter como perspectiva estratégica a luta conjunta com toda a classe trabalhadora e a população em geral pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas, por um governo dos trabalhadores da cidade e do campo e pelo socialismo.