Fora Witzel e pelo fim da PM.
Diante da pandemia do coronavírus, o governador do Rio de Janeiro, Witzel, decreta as operações policiais que vem acarretando dezenas de mortes no estado como serviço essencial.
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blindado helicoptero
Policiais realizando operação com helicóptero blindado no Complexo da Maré. | Foto: Francisco Assis/TV Globo.

Dentre os serviços considerados “essenciais” para os governos direitistas, estaduais e federais, como por exemplo, salão de beleza, academias, shoppings centers, industrias automobilísticas, correios etc. nesta segunda-feira (25) o governador do Rio de janeiro Wilson Witzel (PSC), considerou serviço essencial as operações policiais criminosas nas comunidades fluminenses, durante a pandemia do coronavírus. Ou seja, tudo que pode matar a população pobre e preta, ou no trabalho através da contaminação do vírus, ou nas incursões violentas e letais da policia militar esta liberado no estado.

As populações das favelas do Rio de Janeiro, se depender do estado não vão sobreviver à crise econômica e ao vírus Corona, pois o governador vem organizando um verdadeiro genocídio em massa nas regiões. Ao sair para trabalhar- praticamente a maior parte da população- o risco de contagio da doença é imenso, nos ônibus, metrôs lotados e nos locais de trabalho, sem equipamento de segurança individual nenhum, e praticamente sem médicos e hospitais. Ao tentar pegar uma cesta básica na comunidade a pessoa pode ser alvo das operações policiais levar um tiro e morrer.

Na semana passada três jovens foram assassinados pela PM do Rio. Segunda-feira o adolescente João Pedro foi morto durante uma operação policiai no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na região metropolitana da cidade. Na Zona Oeste, na quarta-feira, aconteceu a morte de João Vitor Gomes de 18 anos. Quinta-feira, Rodrigo Cerqueira de 19 anos também foi baleado no Morro da Providência, no Centro. Os últimos dois assassinatos ocorreram quando acontecia uma ação solidária nas comunidades de distribuição de cestas básicas.

No dia 15 de maio, em outra ação violenta, a PM do Rio de Janeiro matou treze pessoas e aterrorizou o Complexo do Alemão. Após a operação criminosa  o que se via eram os moradores carregando os corpos pelas ruas. É importante também lembrar que desde o inicio do mandato de Wilson Witzel em 2019, outras nove crianças e adolescentes foram vitimas da politica genocida pelas forças de segurança do estado. Entre elas, estão Agatha Félix (8), Jenifer Gomes (11), Kauã Rozário (11), Letícia Ferreira (9), Lauane Batista (7), Marcos Vinicius (14), Yuran (14) e até um bebê de 1 ano e 10 meses foi baleado no pé. Todos eram negros e moradores da periferia.

O fascista Witzel recebeu, na semana passada, lideranças comunitárias, membros da Anistia internacional e uma deputada do PSOL, Mônica Francisco na terça-feira (19). Ele teria prometido mudar o protocolo de atuação da PM nas favelas durante a pandemia. Nesta terça-feira (26) a deputada Mônica lamentou o recuo do estado diante daquilo que, segundo ela, foi acertado no encontro. Como já era de se esperar do governador, que no inicio do mandato dizia que a policia de seu estado iria “mirar na cabecinha”, e que comemorou como um animal a morte de um jovem que na tentativa de sequestro de um ônibus, foi assassinado pela PM, os assassinatos vão continuar mesmo com a pandemia.

Isso mostra que a PM não faz quarentena e que é um órgão que trabalha 24 horas por dias, 7 dias por semana, para reprimir a população pobre e negra. Tais atitudes, mostram que o enfrentamento da população negra e pobre das periferias do Rio de Janeiro, não só ao Covid-19, mas também contra o genocídio da população orquestrado pelo braço armado do estado só se dará com uma grande mobilização nas ruas. Os movimentos socais e de luta do povo negro e a comunidade devem se organizar e pedir imediatamente a saída do Witzel e o fim da policia militar.

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