Para incriminar Lula, até notas fiscais falsas servem

triplex

Que Lula esteja preso por causa de um processo farsa, isso todo mundo já sabe. Agora que o objetivo de colocá-lo na cadeia já foi atingido, as manobras jurídicas utilizadas ao longo do feito começam a aparecer e as pessoas estão podendo analisá-las com mais cautela.

Antes da sentença, claro, a defesa do ex-presidente foi impedida de realizar perícia no famoso “tríplex”.[1]

No último dia 16, depois da rápida ocupação pelos integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), foi revelado que o apartamento pivô da condenação do maior líder popular do Brasil, o ex-presidente Lula, é um imóvel relativamente simples, sem indício de qualquer reforma luxuosa, cujo valor de mercado dificilmente chegaria aos R$ 2,2 milhões declarados na sentença do juiz Sérgio Moro.

Escancarada a fraude, pessoas começaram a investigar como foi possível chegar a este valor e acabaram descobrindo que as notas fiscais utilizadas no processo eram de origem duvidosa, com fortes indícios de falsificação material e ideológica.[2]

Pelo que se constatou na ocupação, o famoso elevador privativo não existia; a varanda, a área de serviço e os banheiros não estavam reformados; também não houve modificações na planta original dos dormitórios, que eram bem pequenos; os armários de cozinha eram de baixa qualidade e estavam incompletos; havia poucos eletrodomésticos, sequer estavam instalados; isto é, o apartamento por pouco não se encontrava no contra piso.

Os valores dos serviços e produtos supostamente empregados na reforma do “tríplex” são altos, da monta de R$ 1.104.702,00, R$ 400.000,00, R$ 323.189,13, e não correspondem às parcas instalações que se existem no local, indicando que de fato os documentos fiscais utilizados para condenar Lula devem ser todos falsos.

Nota-se ainda que duas empresas emitentes das notas teriam sede em Curitiba/PR, a Talento Construtora e a GMV Latino América Elevadores, sob a jurisdição de Sérgio Moro e de toda a operação Lava Jato.

Isto mostra que não se pode confiar no Judiciário para invalidar as investidas golpistas que assolam o país. É preciso promover manifestações populares pela liberdade de Lula e todos os presos políticos, bem como pela retomada do poder, usurpado da Presidenta eleita Dilma Rousseff em abril de 2016.

[1] https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/nao-foi-feita-prova-pericial-sustenta-advogado-de-lula-para-pedir-nulidade-do-processo-no-trf-4.ghtml

[2] https://www.facebook.com/aline.d.amaral.1/posts/10213983060764096