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Mais dinheiro para os ricos

Para Guedes 13º do Bolsa Família é crime, 1 trilhão ao bancos não

Para Paulo Guedes, ministro da Economia do governo fascista de Jair Bolsonaro, a Lei de Responsabilidade Fiscal só vale quando o que está em discussão é dar dinheiro para o povo

Tempo de Leitura: 3 Minutos

Dinheiro – Foto: Jeso Carneiro

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Em outro “aparente” debate entre o executivo e o legislativo, nota-se a intenção de enganar o povo e os partidos de esquerda. Conforme matéria da Folha Uol, Guedes diz categoricamente que é contra o 13º pagamento para o Bolsa Família este ano, e que representaria crime de responsabilidade fiscal se assim o fizesse. Na fala dele: “sou obrigado, contra minha vontade, a recomendar que não seja dado o 13º”.

O presidente ilegítimo Jair Bolsonaro acusa Rodrigo Maia (DEM-RJ) por não ter sido prorrogada a MP (Medida Provisória) que ele enviou ao congresso para o pagamento do benefício em 2019. Essa ocorreu, mas as discussões entre os deputados e senadores para manter o benefício para os demais anos não fez com que fosse prorrogada a 13ª parcela por interferência do Planalto.

Diante disso, o golpista Maia sinalizou para o presidente fascista que colocaria em votação no congresso o tema do  pagamento ainda este ano e também a prorrogação do auxílio emergencial. Guardião da política neoliberal, Guedes foi contra, alegando que não existe previsão no orçamento para isso. O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), afirmou que o executivo é contra o pagamento. Assim, Rodrigo Maia, outro inimigo dos trabalhadores, recuou tranquilamente e disse que não deveria colocar em votação a extensão do benefício.

A troca de farpas entre o presidente fascista Bolsonaro e o presidente golpista da Câmara, Rodrigo Maia, continuou. Bolsonaro recomendou aos ouvintes da sua transmissão que cobrassem do Maia o 13º e que cumpriu sua promessa de campanha com a emissão da MP, mas que Rodrigo Maia não quis prorrogar o benefício para os demais anos. No que o Maia respondeu: “não imaginei que o Bolsonaro fosse mentiroso”. Os atritos entre Bolsonaro e Maia são parte da disputa entre duas alas do bloco da direita golpista, disputa que se manifesta atualmente na corrida pela sucessão da mesa na Câmara. Bolsonaro defende a candidatura de Artur Lira (PP-AL), enquanto o Maia defende eleger um sucessor seu. 

Aqui vemos que quando se trata de destinar algum benefício ao povo trabalhador, a burguesia e seus representantes políticos não acham dinheiro em lugar nenhum. Não faltam desculpas: “não foi previsto no orçamento”, “não tem verba”, “isso é crime de responsabilidade fiscal”, etc, etc, etc. Mas quando se trata de entregar dinheiro para os bancos, para empresas, para aumentar o salário de juízes, deputados e senadores, militares e todo o alto escalão, acham em qualquer lugar, ou então retiram da saúde, das escolas, da previdência social que são verbas para o benefício do povo.

Não houve discussão nenhuma quando o governo anunciou que daria 1,2 trilhões aos bancos e empresas, nada de debates, todo mundo aprovou em silêncio. E quando foi proposto que houvesse uma verba para os desempregados, por conta da pandemia, o debate foi interminável, não tinha consenso, o valor foi muito questionado e a discussão durou meses. N sequência saiu uma esmola de 300 ou 600 reais, que acaba este mês. Agora o povo que se vire ou morra de fome ou de vírus.

Quando se trata de dar dinheiro aos bancos e empresários, que são bastante ricos, os cofres se abrem alegremente, mas quando a questão é dar dinheiro para os pobres e trabalhadores, o banqueiro Guedes vira “tigrão” e dá patadas para todo lado e no primeiro que tentar enfrentá-lo.

É tempo de os trabalhadores se organizarem em conselhos populares nas empresas, nos bairros e nas escolas e estabelecerem um plano de luta para melhorar as precárias condições em que estão vivendo. Se não o fizerem terão que encarar mais fome e miséria, além da morte pelo vírus.

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