Querem guetos para os sem teto
Querem salvar o partido do prefeito e do governador, varrendo os sem teto para baixo do tapete, ou quem sabe, deixá-los morrer de frio ou de vírus, o que vier primeiro.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
3987955163_42212d9cba_c (1)
Moradores de rua. | Foto: Milton Jung

Matéria da Folha de S. Paulo, jornal que apoiou os golpes de estado de 1964 e o de 2016 abertamente, e que agora se coloca como defensora da democracia (burguesa), relata a situação dos moradores de rua durante os dias mais frios do ano, onde os termômetros registraram 8ºC.

Trata de relatar o quase nada que possuem, como se ninguém soubesse, e coloca a situação de dependerem de ajudas voluntárias da população e entidades religiosas para não morrerem de imediato. 

E dizem os números de São Paulo, são 25 mil nessas condições, sendo a maioria de idosos. E ainda relatam que o Covid-19 já ceifou 115 mil no país e dessas 11 mil só em São Paulo. Eles estão entre o vírus e o frio, o que matar primeiro.

E curiosamente não falam nada da obrigação do estado e demais poderes públicos de cuidar dessa gente. Consultada a prefeitura da cidade, eles apresentaram números de acolhimento, mas não explicaram os 25 mil desabrigados, nem o que farão para mudar a situação deles. Mas a miséria, dos outros, é manchete e serve para engordar os lucros com as vendas do jornal, usando a miséria da população como instrumento. 

Já a manchete revela a intenção do jornal, diz “ frio em São Paulo ameaça a ‘cidade paralela’ de sem teto e expostos a Covid-19”. O que chamam de cidade paralela, na verdade se trata da população pobre, trabalhadora e negra, que perderam o emprego e não tem como pagar aluguel nem mesmo em barracos de favela.

E por isso não tem outra opção a não ser morar na rua. Não é por opção que estão nas ruas, mas justamente por falta de opção, e ainda porque tiveram a sorte de, por enquanto, não serem abordados pela polícia, que certamente irá matá-los sem cerimônia.

Essa população faz parte da população da cidade, só que são a parte mais esmagada dela. Trata-se da população excluída de emprego, renda e da vida social. E é isso que a ‘Falha’ tenta encobrir. Como se não fizessem parte da cidade, talvez na intenção de sumir com eles das vistas de todos. É o que todo fascista costuma fazer, varrer da vida tudo ou todos que exponham a crueldade do sistema, varrendo a sujeira para debaixo do tapete para que os outros não a notem. Apresentam um mundo maravilhoso, na superfície, mas que na essência é todo podre e carcomido por imundícies.

Daí concluímos que a política que defende a ‘Falha’ é tão fascista como foram a de Mussolini, Franco, Salazar, Hitler e o Imperador japonês. E na atualidade o próprio presidente beneficiado pelo golpe de 2016.

Provavelmente ela faz isso para acobertar a falta de política social do prefeito e do governador, ambos do PSDB, e querem que esses partidos de direita continuem no poder. E para isso é necessário jogar a sujeira para debaixo do tapete, afinal o que os olhos não vêem o coração não sente, diz o ditado popular.

Por esses mecanismos, fraudadores da realidade e das urnas, é que o PSDB tem se mantido na prefeitura e no estado por tantas décadas. Ao contrário do que pensa a esquerda, que vê nas eleições a possibilidade de fazer acordo com esses genocidas que querem exterminar os pobres, seja por fome ou miséria, seja pelo vírus.

Na verdade não querem crer que é essa a realidade da política da direita, e não por acaso, mas de caso pensado, buscando salvar o capital à custa do genocídio da classe trabalhadora. 

Ou então esperam manter seus cargos no sistema burguês e os trabalhadores que se vire como puder, já que os sindicatos estão fechados e não atendem durante a pandemia, enormes perdas salariais, de emprego e de benefícios conquistados com muita luta por décadas.

Mas há luz no fim do túnel, é uma questão de opção apenas, que envolve luta e resistência. Seria uma política que a população se organize em conselhos populares, discutem as prioridades imediatas, como construir moradias para todos os moradores de rua e implantar um sistema de renda para eles. Utilizar os hotéis, pousadas, prédios abandonados como moradia. Distribuição de alimentos, medicamentos, produtos de limpeza, álcool, máscaras. Estatizar todo sistema de saúde: hospitais, laboratórios, produção de medicamentos, etc. Proibir demissões, readmitir os que foram demitidos. Fim das privatizações e reestatizar as já realizadas. Todo trabalho será em turnos e com as medidas de isolamento necessário. Controle do abastecimento de gêneros de primeira necessidade para evitar especulação. Afastamento remunerado para os afetados pelo vírus. Não proibir os direitos políticos e de manifestação. E convocar uma assembléia constituinte com controle, eleição e participação popular.

Os conselhos e o povo organizado devem pressionam o Estado para realizar esse plano, todos nas ruas. Já que podemos trabalhar, também podemos manifestar.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Relacionadas