Para favorecer empresas do petróleo, presidente do Ibama ignora laudo técnico para privatização do Pré-Sal

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O presidente do IBAMA, Eduardo Fortunato Bim, indicado pelo golpista Bolsonaro para o cargo, decidiu ignorar as recomendações técnicas feitas pelo próprios órgãos de pesquisa da entidade, as quais apontam os elevados riscos para a biodiversidade que pode representar a entrega de sete blocos de petróleo localizados no em torno do arquipélago de Abrolhos, localizado no sul do estado da Bahia.

Os blocos serão vendidos para a iniciativa privada em outubro, quando será feita a 16ª Rodada de Licitações do Pré-Sal. A região compreende uma área de 32 mil quilômetros quadrados de água rasa, com recifes e manguezais, entre a Bahia e o Espírito Santo. Um vazamento de óleo na região afetaria, de acordo com o relatório, toda a biodiversidade do arquipélago de Abrolhos, se estendendo para o litoral do Espírito Santo. Além da fauna e da flora, a região possui uma atividade pesqueira, a pesca artesanal é uma importante fonte econômica na região.

Vale ressaltar que a área é considerada uma das regiões de maior biodiversidade do Oceano Atlântico. Mesmo com as recomendações sobre os ricos da entrega para a iniciativa privada da exploração do petróleo na área, o presidente do IBAMA autorizou a venda atendendo aos interesses dos grandes monopólios.

A política de privatizações e de entrega total para o controle dos grandes capitalistas da exploração das áreas naturais são as principais responsáveis pelos chamados “desastres” ambientais ocorridos no mundo. Um exemplo deste fato foi o que aconteceu no Brasil, em Brumadinho, Minas Gerais. A política de privatização da mineradora Vale no final dos anos de 1990, levou a deterioração da empresa, o que resultou em verdadeiros massacres como o de Mariana em 2015 e o de Brumadinho neste ano, juntos levaram a morte de mais de 300 pessoas.

No mundo, estes “desastres” se repetem. Outros exemplos foram os aviões da Boeing que caíram no último ano e neste ano. Mesmo com os relatórios de segurança apontando falhas nos modelos produzidos pela empresa, a Boeing decidiu mantê-los em funcionamento, o que levou também a morte de mais de 300 pessoas.

No ramo do petróleo, um vazamento de proporções gigantescas destruiu toda a biodiversidade do Golfo do México em 2010. A explosão da plataforma Deepwater Horizon, controlada pelo monopólio britânico British Petroleum, levou a morte de 11 trabalhadores e à destruição da vida e da fauna marinha na região.

O controle privado das empresas, nas mãos dos capitalistas, está voltado única e exclusivamente para o aumento dos lucros e da especulação. A política de manutenção das empresas, do cuidado com o meio ambiente e com as condições de trabalho dos trabalhadores ficam em último plano, isso para não falar que não fazem parte de qualquer preocupação por parte dos capitalistas.

É preciso mobilizar a população e os trabalhadores contra a entrega do patrimônio nacional para os grandes empresários e banqueiros internacionais, como vem fazendo o governo golpista de Bolsonaro. É necessário colocar em marcha a luta pela derrubada de todo o regime golpista. Levantar as palavras de ordem de Fora Bolsonaro e todos os golpistas, colocar as empresas sob o controle dos próprios trabalhadores e de toda a população.