Mentira descarada
Mais uma pesquisa “cientifica” da equipe que trabalha para o PSDB, para enganar os alienados da realidade de São Paulo
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João Doria - PSDB | Foto: Valter Campanato

Na última segunda-feira (17), em uma coletiva de imprensa recheada de contradições e demagogia, o vice-governador Rodrigo Garcia, apresenta um estudo da FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), onde menciona que o Plano SP preservou 318 mil empregos na pandemia.

O vice-governador informa que “Um dos grandes objetivos do Plano São Paulo é que pudéssemos ter uma convivência inteligente com a pandemia do coronavírus, que iria nos permitir a preservação de empregos e a volta gradativa das atividades econômicas. O estudo da Fipe demonstra, em números, que esse objetivo foi alcançado. O estudo comprova relação direta entre as mudanças de fase do Plano São Paulo com o aumento da atividade econômica e a preservação de vagas de trabalho”. Garcia só deveria ter sido mais claro, quanto a quais pessoas estavam nesse objetivo de “convivência inteligente”, pois os empregos que eles alegam ter preservado, é o setor de serviços, ou seja, são atividades que exige a interação social, impossibilitando a quarentena do trabalhador. A conjugação do verbo “pudéssemos”, foi mal colocada na coletiva, uma vez que ele, João Doria e toda a burguesia não estão incluso neste “pudéssemos”.

Do total apontado nessa pesquisa, 69,4% das vagas mantidas pelo Plano São Paulo são de trabalhadores com carteira assinada, enquanto 30,6% são informais. Dos 318 mil postos de trabalho, 54,8% são ocupados por homens, e 45,2% por mulheres.

O estudo também revelou que 45,8% das 318 mil vagas preservadas tem ensino fundamental incompleto ou completo, 35,4% completaram o ensino médio e outros 18,8% têm ensino superior completo. Em relação ao nível de renda dos empregos preservados, 75,9% dos postos são de trabalhadores com ganhos de até três salários mínimos.

Se tem uma coisa que a pesquisa evidencia, é que a classe pobre e de baixa escolaridade, é a que está se expondo ao risco de contaminação, pois não foram poupados na quarentena e terão de prosseguir com suas atividades, mesmo sem vacina ou tratamento adequado para o vírus.

E as falácias na coletiva prosseguem: “Com os esforços do Governo de São Paulo para ampliar a capacidade hospitalar na rede estadual do SUS (Sistema Único de Saúde) e o aumento na realização de testes, o controle da pandemia foi adequado à realidade de diferentes regiões na Grande São Paulo, interior e litoral.”
Qual é o esforço de ampliação para o aumento da capacidade hospitalar? Os hospitais de campanha sem respiradores? Aumento da realização de testes? Se um cidadão comparecer em qualquer posto de atendimento sem apresentar febre superior a 39º graus e sem falta de ar, ele não é testado, ou seja, mais uma mentira descarada. Qual pandemia foi controlada?

É possível que o vice-governador estivesse falando de outra pandemia, pois a do coronavírus não tem nada de controlada. O estado conta com mais de 700 mil infectados e mais de 27 mil mortos – até o presente momento – e segue como o epicentro da crise sanitária, no país que está sem segundo lugar no ranking de mortos, em todo o planeta Terra.

Isso tudo não tem nada a ver com com salvar empregos, trata-se de um plano de extermínio da classe pobre e trabalhadora do estado de São Paulo, pois esse plano não tem nada de político, é extremamente técnico e com análise uma de números subjetivos.

Quem vive no mundo real, o que tem visto é demissão em massa, a começar por vários funcionários de escolas municipais e estaduais – poucos dias antes dessa coletiva infame – que sequer entram nas estatísticas desses estudos, tão pouco entram no plano de contingenciamento desse desgoverno.

Todos os dias, Mr. Doria e sua “elegante” equipe tem brindado a população paulista com essas enfadonhas coletivas de imprensa, cheias de ares de requinte e sofisticação para enganar os mais desavisados, mas o que podemos observar nitidamente, é uma coleção de mentiras, com números totalmente divorciados da realidade do povo que vive no estado de SP. Esse plano não tem objetivo de salvar emprego nenhum, o que ocorre na verdade é que Doria está tentando correr atrás do tempo perdido, para salvar a pele de meia dúzia de capitalistas, que tem como único meio de ganho de lucros, a exploração da força de trabalho do povo. O capitalismo não aguenta nenhum tipo de crise e a do do coronavírus está muito mais complicado e, o jeito é sacrificar a vida dos trabalhadores, para que a burguesia parasita pare de ver as suas receitas caindo em queda livre.

Se Doria estivesse preocupado com os empregos, faria algum decreto que proibisse as demissões nesse período e adotaria medidas de assistência para os trabalhadores informais e autônomos. Mas não, o mesmo quer reabrir todos os setores não essenciais, sem vacina, e apresenta esse estudo ridículo para se mostrar como um salvador da pátria.

O povo precisa urgente se mobilizar nas ruas para a derrubada desse governo genocida e cínico, que apresenta números misturados com notícias maquiadas para tentar enganar o povo. A única forma de combater essa pandemia sem sacrificar a classe trabalhadora, é com essa classe parasita fora do poder.
A nossa luta deve ser por um governo operário na cidade e no campo.

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