Meio Ambiente
O governo Bolsonaro atrasou dois meses a contratação de 1.500 brigadistas para atuar no combate e prevenção aos incêndios florestais no país.
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Brigadistas-Prevfogo
Brigadistas combatendo incêndios. | Foto: Vinícius Mendonça/Ibama

O governo Jair Bolsonaro liberou a contratação de 1.500 brigadistas florestais que vão atuar na prevenção e combate aos incêndios florestais no país. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira (04). A liberação ocorreu com dois meses de atraso, o que prejudica a formação e o treinamento dos brigadistas.

Os brigadistas vão atuar sob comando do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para compor as brigadas do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) em 17 estados do país e o Distrito Federal.

Ao menos em seis estados (Mato Grosso, Roraima, Amazonas, Maranhão, Goiás e Tocantins ), as atividades das brigadas já deveriam ter começado entre os meses de abril e maio, com ações de treinamento das queimadas prescritas, que são controladas e têm função de preventiva.

Os  sucessivos cortes orçamentários nos órgãos de proteção ambiental dificultam o trabalho dos brigadistas. Além dos cortes, o governo Bolsonaro não executa o orçamento previsto em sua totalidade. Em 2019, somente 52,49% do orçamento previsto foi executado no Ministério do Meio Ambiente. Estima-se que os recursos para combate aos incêndios tenha sido reduzido em 38%, o que equivale a 17,5 milhões de reais no ano passado.

Durante um debate mediado pelo Instituto Ecoa, na sexta-feira (5), o ex-diretor do Ibama, Flávio Montiel, afirmou que “Nós tivemos uma redução no orçamento público em órgãos como Ibama e ICMBio na ordem de 69% só para a gestão sustentável da biodiversidade. O Prevfogo perdeu, em conjunto, cerca de R$ 25 milhões. Então, se lança uma portaria para contratar, mas há um contingenciamento de recursos […]. Por aí podemos ter uma ideia do que vem pela frente”.

O período do fogo se aproxima. Os focos de incêndio se multiplicam e o tempo fica mais seco. Bolsonaro busca atender aos interesses dos latifundiários e grileiros, que querem avançar sobre as terras do país e utilizá-las para as atividades do agronegócio exportador. No corrente ano, o aumento do desmatamento de 51% foi registrado no primeiro trimestre. As queimadas têm estreita relação com o desmatamento.

O atraso na contratação dos brigadistas  – e as reiteradas dúvidas em relação a se estes terão os equipamentos, o apoio e a logística para trabalharem – tem o objetivo de impossibilitar o treinamento e o efetivo combate às queimadas.  Bolsonaro incentivou e promoveu o “Dia do Fogo” no mesmo período em 2019, que chamou a atenção mundialmente em virtude da destruição das florestas e ecossistemas no país.

O que se percebe é a preparação de incêndios por parte dos latifundiários e grileiros para tomar as terras e a cumplicidade de Bolsonaro, na medida em que atua para inviabilizar na prática a prevenção às queimadas.

 

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