Manipulação golpista
O que podemos ver no caso Flordelis é o avanço do governo Bolsonaro no controle do aparato repressivo de Estado; da PM, as delegacias e as três instâncias do Judiciário golpista
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A "mocinha" da direita | Foto: Cláudio Andrade/Câmara dos Deputados

Na última semana o caso da deputada federal Flordelis tomou certa repercussão na imprensa burguesa. A deputada é investigada por assassinar seu marido, um pastor, com 30 tiros a queima roupa, além de incesto, abuso de menores e outras inúmeras bizarrices. Devido a proporção, tornou-se um escândalo político. Mas o crime em si, no caso da deputada, é o que há nesse caso de mais secundário.

A imprensa burguesa fez, nas suas coberturas, uma tentativa de substituir um escândalo político por um de tipo moral. O maior problema é o tratamento, tanto a manobra da imprensa burguesa quanto da direita, nesse caso. Primeiro que já vimos escândalos em relação à esquerda, ao PT e principalmente a Lula com coisas muito mais insignificantes e, na maioria das vezes, completamente falsas. E essa campanha contra a esquerda e os movimentos populares se apresentava com muito mais intensidade que nesse caso.

Basta relembrar a campanha golpista que todo escândalo em torno de figuras secundárias no PT eram bem maiores. E o escândalo só era usado para jogar lenha na “luta contra corrupção”, que é a tática ardilosa da direita para perseguir seus inimigos políticos. Na campanha do Mensalão, por exemplo, as figuras políticas que eram alvos, como José Dirceu e tantos outros, eram apresentados como verdadeiros monstros que destruíam o país com sua “sede de poder”.

Nesse caso, o escândalo do caso é usado para manobrar o que ele mais revela: o total avanço do bolsonarismo sob o controle do aparato de Estado. E o uso do caso, pela imprensa, para atacar o direito democrático à imunidade parlamentar. Primeiro que o ataque a imunidade parlamentar não irá, como supostamente se pretende, prender Flordelis.  O único resultado dessa campanha em torno do estilo de vida decadente dos bolsonaristas é apontar esse canhão para a esquerda e todos os inimigos do regime, e até mesmo que se apresentarem como uma pedra no sapato do governo Bolsonaro. Não importa em nada o escândalo, mas seus objetivos políticos.

Outra pergunta evidente é de que porque o caso primeiro  “não anda”, e segundo nada acontece com a dita cuja. O motivo principal do caso progredir na verdadeira caixa preta que são as delegacias e os tribunais é que o bolsonarismo está tomando o controle do aparato repressivo. Da polícia militar, seguido a polícia federal e passando as três instâncias do Judiciário o governo Bolsonaro está avançando seu controle. E como a deputada é uma assídua bolsonarista, uma “apadrinhada” de Bolsonaro, seu desfecho será muito diferente de Witzel, que se apresentou como uma ameaça a estabilização do regime político.

Os mesmos que deram as cartas na derrubada de Witzel, que garantiu uma vitória do governo genocida de Bolsonaro, foram os que estão protegendo Flordelis. A falta de mobilização dos setores fascistas em torno da “moralidade” mostra que, por ser uma pessoa de confiança de Bolsonaro, ela está sendo protegida por esses setores. Além da campanha “contra” o caso mostrar que a única proposta é retirar o direito democrático da imunidade parlamentar, mostra que os setores de confiança estão cada vez mais tendo uma blindagem do aparato repressivo. E os setores que são contrários ao regime e ao governo estão sendo cada vez mais arrastados para fora do cenário político.

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