Perseguição Política
O regime golpista não comporta o ex-presidente Lula, por isso segue a perseguição implacável
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Edson Fachin nega habeas corpus a Lula | Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na quarta-feira (30) um pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A defesa pedia a suspensão do andamento do processo do tríplex do Guarujá, que corre no Superior Tribunal de Justiça (STJ) até que o STF julgue a suspensão do juiz Sérgio Moro, que condenou ilegalmente o ex-presidente na primeira instância, e os procuradores da golpista Lava-Jato. Ou seja, a perseguição a Lula e ao PT continua a todo vapor.

Está mais do que provado, por inúmeros vazamentos, que a operação Lava-Jato da Polícia Federal, era, como o é ainda, no fundamental uma operação de perseguição política contra o ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores agindo no interesse do golpe de Estado. Também está mais que provado que Sergio Moro fazia parte de um conluio com os procuradores da Lava-Jato para perseguir Lula e o PT, não era um juiz, mas um inquisidor.

Moro obteve inclusive vantagens pessoais com a condenação do ex-presidente Lula. O juiz federal retirou o principal candidato da esquerda das eleições de 2018 por meio de sua condenação e prisão ilegais, permitindo assim a vitória de Bolsonaro. O atual presidente ilegítimo retribuiu a fundamental ajuda com um cargo a Moro no ministério da Justiça, criado para ele. Um verdadeiro escândalo. Do ponto de vista da legalidade, todas as condenações e processos contra o ex-presidente deveriam ser imediatamente cancelados e extintos, mas essa não é a posição da burguesia, como o demonstra a ação de Fachin.

A perseguição a Lula continua, pois ele ainda é uma peça central no tabuleiro político. Diante da crise profunda do regime social e político, a burguesia trabalha com pelo menos duas políticas gerais, em nenhuma dela cabe o ex-presidente Lula. De um lado trabalham pela constituição da frente ampla, ou seja de um bloco liderado pelo partidos tradicionais da burguesia, mas apoiado na esquerda para se contrapor a Bolsonaro em 2022. A manobra complexa consiste em, com auxilio da esquerda, levar as massas a eleger em 2022 um elemento de direita tradicional, com a mesma política econômica e repressiva de Bolsonaro, mas mais equilibrado, isso utilizando Bolsonaro como espantalho.

A segunda opção é dar a Bolsonaro, contra esquerda, mais um mandato, mas com mais controle da burguesia, caso a manobra da frente ampla não surta efeito. Para conseguir seu intento em qualquer um dos cenários é necessários isolar Lula e a ala Lulista do PT.

A presença do ex-presidente Lula polariza a situação política, ou seja, expressa, mesmo que de maneira imperfeita, os interesses dos trabalhadores contra a política do golpe, estes tendem a se agrupar em torno da figura de Lula e da ala Lulista, de esquerda do PT. A polarização política leva também a extrema-direita, minoritária, para posições cada mais acabadamente fascista, ou seja, esvazia completamente o chamado centro político, os partidos tradicionais da burguesia, que perdem força no regime político.

A presença de Lula na situação política torna, uma vez que é o único líder popular no memento que possui amplo apelo popular, a luta de classes mais exasperada, mais extremada. A eliminação de Lula significa, portanto, a atenuação da polarização e da força da classe operária dos oprimidos, que fica pulverizada, sem um centro capaz de aglutinar numa luta comum os milhões de trabalhadores e oprimidos do país contra o golpe e o governo golpista.

Por isso a perseguição implacável contra Lula, já que este não cabe no regime golpista. E para isso a burguesia utiliza-se de todos os meios, da justiça ao cinema.

No mesmo dia em que Fachin negou o habeas corpus da defesa de ex-presidente Lula, estreou o documentário Libelu – abaixo a ditadura. O que a imprensa capitalista, no entanto, destacou não foi propriamente a história desta organização, se podemos dizer assim, de juventude no final da ditadura, mas a fala de Antônio Palocci, que foi membro da mesma, para o documentário, fala em que ele “admite” ter feito caixa 2 enquanto tesoureiro do PT e insinua que os dirigentes do PT (incluindo Lula) sabiam. A presença de Palocci no documentário, não tem nada ver com a Libelu propriamente, mas serve a perseguição de Lula e do PT.

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