Mais fardo para o povo
Com a receita dos capitalistas em queda livre, a sugestão de seus “porta-vozes”, é uma reforma tributária que será custeada apenas pelo povo
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Dep. Rodrigo Maia (DEM-RJ) presidente da câmara eleito
Câmara dos Deputados | Foto: Luis Macedo

Com a ampliação dos gastos para cobrir as despesas extraordinárias devido à pandemia do COVID-19, as projeções do ministério da economia, indicam um déficit primário superior a R$ 800 bilhões neste ano, isso sem incluir a rolagem da dívida pública e, como alternativa, economistas sugerem aumento da carga tributária para evitar que não seja descumprido o pagamento da dívida.

As sugestões são baseadas basicamente em duas premissas: evitar que a dívida pública dispare novamente e respeitar o teto de gastos – emenda 95/2016 – que limita a despesa do orçamento anterior corrigido pela inflação.
Segundo esses economistas, o temor é que o país perca a oportunidade de manter os juros e inflação baixos.

O economista Samuel Pessoa, em entrevista para a Folha, informa que “Numa situação emergencial, um aumento da carga tributária, mesmo que temporário, talvez seja adequado”. O economista só poderia ter deixado claro, qual setor da sociedade arcaria com o aumento dessa carga tributária. Seriam os ricos com a taxação de suas grandes fortunas?

Outra alternativa “brilhante” de Pessoa, seria criar um imposto transitório sobre a gasolina, enquanto o país se reorganiza no pós-pandemia, sobretudo para limitar o aumento de gastos do funcionalismo, a segunda maior despesa depois da previdência – palavras do “nobre intelectual.”

A sugestão já responde a dúvida, de qual setor da sociedade, arcaria com esse aumento de tributo, que não são os mais ricos. O economista também não deixa claro de qual parte do funcionalismo ele se refere, seria o alto escalão, como por exemplo os desembargadores?
Previdência, uma alta despesa?

Já que Pessoa considera a Previdência uma alta despesa e como ele gosta dar várias sugestões, deveria sugerir ao governo que fosse desautorizado o saque do dinheiro do órgão, alterando a DRU (Desvinculação de Receitas da União), que hoje, permite que o Estado use livremente parte de sua arrecadação com taxas e contribuições, que é o principal ofensor do rombo da previdência. Mas é claro que isso não é mencionado.

Mais outro economista na mesma matéria da Folha, Manoel Pires, informa que “um aumento da carga tributária pode ser imprescindível para reverter a trajetória da dívida” e
“se achava complicado manter o ajuste fiscal antes da pandemia, isso tornou-se mais difícil agora.”

A matéria tem mais outros economistas – todos da FGV – unânimes em suas sugestões de criar mecanismos de controle para a dívida pública como: controlando os gastos públicos, limitando contratações e bloqueando aumento salarial, tentar privatizar alguns ativos, simplificar o sistema tributário e rever uma série de créditos subsidiados e incentivos a determinados grupos. E é dessa forma que é concluída a “célebre” matéria da Dnª Folha de SP.

A verdade é que a pandemia joga luz na política dessa direita golpista, que aprovaram a PEC do congelamento de investimentos públicos por 20 anos e é incapaz de permitir um combate à pandemia, devido ao fato de o Estado ser o único ente na sociedade capaz de permitir este combate, através da estrutura e atendimento da população como investimentos no atendimento em postos de saúde e hospitais, pesquisas de medicamentos e vacinas e, medidas sociais para salvaguardar a vida da população durante o período da pandemia.

A entrevista dos economistas deixa muito claro o posicionamento que é único e exclusivo da burguesia parasita que impregna este país. Só existem sugestões que interessam a essa classe de sanguessugas, jogando o fardo cada vez mais pesado nas costas da classe trabalhadora e nada de responsabilidade para essa corja.

Esses tubarões estão atormentados com o fato de não possível honrar com a dívida pública e usam todo o seu lobby para que seja realizada uma reforma tributária que vai onerar mais ainda a população, pois esses parasitas até hoje nunca arcaram com os tributos que deveriam arcar.

Toda a classe trabalhadora deve se unir nas ruas, com o objetivo de derrubar esse desgoverno fascista e tudo o que está por detrás dele que é a burguesia detentora dos meios de produção. Sem isso, é impossível que o povo seja livre para viver com o mínimo de dignidade.

A nossa luta deve ser por um governo operário nas cidades e nos campos.

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