Coronavírus
Segundo país do mundo em número de mortes, situação é o resultado da omissão total do governo golpista de Bolsonaro e dos governadores e prefeitos “científicos”
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
SP - CORONAVÍRUS/SP/ABERTURA/COVAS/CEMITÉRIO/VILA FORMOSA - GERAL - Vista do Cemitério da Vila Formosa, na zona leste de São Paulo, nesta quinta-feira, 23. A   Prefeitura fez uma compra de mil gavetas isolantes para envolver caixões de vítimas do   coronavírus. A gestão Covas também avalia a necessidade de aquisição de caminhões   frigoríficos para abrigar corpos e evitar a criação de gargalos no Serviço Funerário   Municipal. Neste mês, a Prefeitura contratou uma empresa para fornecer mão de obra   terceirizada para auxiliar os coveiros da cidade, por R$ 8,9 milhões.   23/04/2020 - Foto: ANDRé PERA/AGÊNCIA F8/ESTADÃO CONTEÚDO
Covas abertas no Cemitério da Vila Formosa, zona leste de São Paulo, 23/04/2020 | André Pera/Agência F8/Estadão Conteúdo

Na semana passada o Brasil ultrapassou a marca dos 150 mil mortos por coronavírus. Os dados do boletim do coronavírus do Ministério da Saúde atualizado às 19h deste domingo, também indicaram mais de 5 milhões de infectados pela doença. Apesar de serem dados oficiais do governo golpista de Bolsonaro, ou seja, subnotificados, a marca é uma pequena medida da realidade que os golpistas não conseguem esconder, que a burguesia, através de Bolsonaro e dos governadores científicos está promovendo um genocídio no País.

Isso ocorre porque para preservar as centenas de milhares de vidas que viriam a ser perdidas, era necessário, como este Diário apontou desde o início, que o poder público colocasse todos os seus recursos no combate à pandemia e em defesa do vida do povo. Para tal, seria necessário colocar a economia em função da produção massiva de testes, equipamentos de segurança, contratação de todos os profissionais de saúde necessários e a ampliação da infraestrutura do SUS (Sistema Único de Saúde) para atender toda a população.

No entanto, o governo Bolsonaro e os governadores estaduais, defendem apenas os interesses dos patrões, não dos trabalhadores. Logo, a principal medida que esses golpistas adotaram foi a de manter a economia funcionando para manter os lucros dos capitalistas em crise e “morra quem morrer”. Desta forma, nenhuma medida efetiva foi adotada a não ser um limitadíssimo isolamento social, que permitiu apenas a uma pequena parcela de setores da classe média e da burguesia não se aglomerarem. Os trabalhadores, por outro lado, continuaram tendo que se empilhar no transporte coletivo para manter a economia funcionando, mesmo que os metrôs e ônibus fossem o principal meio de transmissão da doença do novo coronavírus, a COVID-19.

A esquerda, por outro lado, teve um papel de aceitar, pela omissão, esse crime contra o povo. Ao invés de chamar os trabalhadores a lutarem contra o genocídio iminente, fechou os sindicatos e vendeu a ilusão do isolamento social – que só uma parte dela mesmo pôde fazer – como se fosse a grande forma de combate à pandemia. Árduo engano, uma vez que isolamento se transformou num aspecto da propaganda de governadores e prefeitos golpistas para se diferenciarem de Bolsonaro. Gente da laia do governador João Doria (PSDB-SP) e do fascista Wilson Witzel (PSL-RJ) utilizou disso para passar a impressão de que, diferente do presidente ilegítimo, que falava que era uma “gripezinha”, eles estariam preocupados com o povo.

A imprensa burguesa, aproveitando-se da situação, criou a ideia dos “governadores científicos”, que seriam gente como Joao Doria e Wilson Witzel, que estariam seguindo as medidas de isolamento social propostas pela OMS (Organização Mundial de Saúde), diferentes de Bolsonaro. Essa manobra permitiu que, tanto Bolsonaro, como Doria, Witzel e os demais golpistas, não investissem de verdade no combate ao coronavírus!

No entanto, apesar de tratar as pessoas que morerram apenas como números, o problema dos golpistas é que as pessoas que sobreviveram precisam de emprego e renda, para não morrerem de fome. Daí a enorme pressão para a aprovação do auxílio emergencial, que diferente do que noticiou a burguesia, não foi uma medida para combater a pandemia, mas sim para combater a inevitável convulsão social que decorreria das dezenas de milhões de pessoas sem emprego e renda no País.

Foi desta forma, com um número infinito de demagogia e com a cobertura da imprensa burguesa para ocultar a realidade, que os golpistas, liderados pelo governo Bolsonaro, mataram mais de 150 mil brasileiros (153 mil no boletim deste domingo)! Mas não para por aí, ao defender a abertura total da economia e a volta da normalidade pré pandemia, os golpistas levarão o País à segunda onda do vírus, como está ocorrendo na Europa neste momento. Portanto, é preciso mobilizar os trabalhadores contra o genocídio, que em apenas 7 meses vitimou 150 mil de pessoas e levará a morte de ainda mais centenas de milhares de brasileiros.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas