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Gangue de jagunços, centrão aprova grilagem de terras

Expedito Mendonça

Expedito Mendonça

Formado em História pelo Centro Universitário de Brasília (CEUB). Colunista do Diário Causa Operária, participa às quintas e domingo do programa de esportes "Na Zona do Agrião“, transmitido no Youtube pelo canal Causa Operária TV.

Infecção avança na África

Pandemia: A doença é biológica; a cura, política

A sombra da pandemia projeta-se sobre o continente negro, onde menos de 1% da população foi vacinada

A pandemia agrava ainda mais o problema já existente na África, marcada pela fome, pobreza e miséria extrema – Arquivo

Até então poupado dos efeitos mais ainda deletérios da pandemia, o continente africano se vê neste momento ameaçado por uma tsunami infecciosa da Covid-19. Desprotegida, a enorme população africana está vulnerável à variante que se originou na Índia e vem ganhando terreno no continente. A situação se torna ainda mais grave e preocupante em função da escassez de vacinas e da quase inexistente campanha de vacinação da população. “Podemos ver claramente que a variante B.1.617, que surgiu na Índia, está crescendo no continente, mas ainda não temos dados epidemiológicos que sugiram que esteja por trás da terceira onda” (UOL, 11/6), alertou o diretor do Centro para Controle e Prevenção de Doenças da África (África CDC), John Nkengasong.

Para termos uma ideia do quadro de gravidade da situação na África, basta olharmos para  os números.  Somente 0,8% da população sul-africana está totalmente vacinada. Na Nigéria, o maior país do continente, com mais de 200 milhões de habitantes, apenas 0,13%; Namíbia, 0,48%;  Moçambique, 0,24%; Camarões, 0,05%; Zâmbia, 0,03%; Quênia, 0,05%. A lista não para por aí. De acordo com organismos que lidam com o controle e a prevenção de doenças no continente, ao menos cinco países não iniciaram a vacinação, não aplicaram  nenhuma dose sequer. 

Um outro dado estarrecedor diz respeito aos profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate à pandemia. Sabe-se que centenas de milhares de trabalhadores deste setor continuam trabalhando desprotegidos, sem os equipamentos de proteção necessários recomendados pelos protocolos sanitários de prevenção da doença. Uma completa barbárie.

Obviamente que diante da ameaça que paira sobre os povos, sobretudo as populações pobres, entra em cena a habitual conduta demagógica e puramente interesseira dos países ricos, do imperialismo, sempre dispostos a prestar “ajuda humanitária” aos menos favorecidos.  Os Estados Unidos, depois de ter adquirido grande parte da produção mundial de vacinas e de já ter  vacinado quase toda a sua população adulta, anunciou a doação de imunizantes para os países pobres, necessitados. Cerca de 200 milhões serão doadas ao longo deste ano e o restante, em 2022. 

No entanto, a necessidade é para agora, pois as pessoas estão morrendo agora e não daqui a um ou dois anos. 2022 pode ser tarde demais. É sabido que os EUA estão com estoques de vacinas que perderão em breve a validade, mas somente querem distribuir ao longo de todo um  período. Trata-se de uma decisão criminosa, genocida e desumana. Mas como declarou o próprio conselheiro de segurança nacional, Jake Sullivan, “esse movimento é bom para os interesses estratégicos dos EUA”. 

Portanto, não há qualquer gesto humanitário ou conduta desinteressada na decisão do governo Biden no que concerne às doações do imunizante aos povos oprimidos mundo afora, mas tão somente interesses políticos e geoestratégicos. 

Fica demonstrado cabalmente que o controle que o imperialismo exerce sobre a economia mundial é, na verdade, o que há de mais letal no planeta, muitas vezes superior à devastação que o próprio vírus vem causando à humanidade.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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