Futebol
Segue a campanha de desvalorização do futebol nacional. O que tanto temos a aprender com o futebol europeu?
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Para o lugar do campeão Luxemburgo, um treinador sem nenhum título na bagagem | Foto: Cesar Greco/Palmeiras/Fotos Públicas

Após demitir o técnico Vanderlei Luxemburgo, a diretoria do Palmeiras anunciou a contratação de Abel Ferreira. O português treinava o time grego Panthessalonikeios Athlitikos Omilos Konstantinoupolitol, ou simplesmente PAOK, atualmente na sexta colocação da Super Liga Grega, uma competição de pouco destaque no futebol europeu.

A saída do português foi facilitada pelo PAOK, que obteve apenas uma vitória nos últimos seis jogos, principalmente devido ao alto salário e baixo retorno após 16 meses de contrato. Além de salário anual de cerca de um milhão de euros, o clube grego havia desembolsado 2,5 milhões de euros a título de multa de rescisão junto ao clube português Braga.

Uma preocupação daqueles que acompanharam a trajetória de Abel na Grécia é que ele repita sua abordagem em relação aos veteranos. No time grego, o português procurou dar oportunidades para os jogadores da base, mas fez isso de maneira muito abrupta e tirou espaço de importantes veteranos do grupo, desestabilizando o ambiente entre os jogadores.

O discurso do presidente alviverde Mauricio Galiotte expressa aquele mais do mesmo ao qual infelizmente já nos habituamos, segundo ele o português chega para aplicar uma filosofia “moderna” e “competitiva” ao tradicional time paulistano.

Vale lembrar que Luxemburgo havia conquistado há pouco tempo o Campeonato Paulista, justamente em cima do maior rival palmeirense na capital, o Corinthians. Com a conquista, havia se tornado o único treinador a vencer a competição estadual por nove vezes. Já era o único a vencer o Brasileirão cinco vezes. No currículo do português, nenhum título.

Abel Ferreira traz consigo uma equipe composta por seus conterrâneos, o preparador físico João Martins, o analista de desempenho Tiago Costa e os auxiliares Carlos Martinho e Vitor Castanheira. O que será que os portugueses tanto têm para ensinar ao futebol brasileiro?

Ao contrastar a abordagem deste Diário com o discurso hegemônico da imprensa burguesa, alguém pode até se indagar se somos contra a participação de treinadores estrangeiros no futebol brasileiro, mas não se trata disso. Não se trata de questionar um ou outro treinador, pois vemos que após cada demissão os noticiários já bombardeiam os torcedores com as “alternativas no mercado”, todas de fora do “país do futebol”. É muito óbvio que se trata de uma campanha econômica de desvalorização do futebol brasileiro.

Se o futebol europeu é tão superior ao latino-americano, em especial ao brasileiro, por que há tantos olheiros gringos a busca de jovens jogadores por aqui? Por que tantas seleções estrangeiras contam com jogadores nascidos e criados no Brasil? Como o próprio Luxemburgo relatou em entrevista após a conquista do Paulistão 2020, temos muitos treinadores talentosos que são “queimados” e jogados ao ostracismo sem nem terem tempo de adquirir experiência e nem de desenvolver seu trabalho nos clubes.

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