Palestinos condenam contínua expropriação de terras por Israel

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Ramallah, 28 mar (Prensa Latina)* Quando a Palestina se prepara para comemorar o 43º aniversário do Dia da Terra, a expropriação israelense nos territórios ocupados continua sem cessar, revelou hoje o Escritório Central de Estatísticas da Palestina (PCBS).
Em 30 de março de 1976, milhares de palestinos dentro de Israel manifestaram-se contra o confisco do governo sionista de 5.189 acres de suas terras.

A polícia israelense respondeu violentamente às manifestações matando seis jovens palestinos; desde então os palestinos em seu território e na diáspora comemoram no Dia da Terra com motins e atos de recordação.

Em seu relatório com motivo da data, a PCBS divulgou que Israel ocupa mais de 85% da área total da terra histórica da Palestina, que atinge ao redor de 27 mil quilômetros quadrados (km2).

Os palestinos, a população original da região e que constituem 48% da população total da Palestina, utilizam só 15% de sua terra ancestral, detalha o documento.

Apesar da pequena área da bloqueada Faixa de Gaza, a ocupação israelense estabeleceu uma zona de controle na fronteira oriental desse enclave costeiro, que é considerada a região mais densamente povoada do mundo com aproximadamente 5.204 pessoas por km2, em comparação com as 509 pessoas por km2 que registra a Cisjordânia.

A PCBS recordou que o número de mortos palestinos e árabes desde a Nakba em 1948 até a atualidade (dentro e fora de Palestina) tem atingido a umas 100 mil pessoas.

Nakba é um termo árabe que significa ‘catástrofe’ ou ‘desastre’, e se utiliza para designar ao êxodo palestino.

Segundo a Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (Unrwa), são refugiados palestinos as pessoas cujo lugar de residência habitual era o Mandato Britânico da Palestina entre junho de 1946 e maio de 1948 e que perderam suas casas e meios de vida como consequência da Guerra árabe-israelense de 1948.