Segunda onda
Diante da aumento desenfreado das infecções por Covid-19, países europeus recuam na reabertura das escolas.
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Primeiro Ministro espanhol, Pedro Sánchez, em videoconferência do Conselho Europeu sobre Covid-19. | Foto: La Moncloa/Fotos Públicas.

Enquanto superamos oficialmente a macabra cifra de 1,3 milhão de mortos por Covid-19 ao redor do planeta, cidades europeias voltam a fechar as escolas. Nos EUA, a cidade de Nova Iorque também recuou na reabertura geral da economia.

Atualmente, a Europa apresenta uma nova progressão da doença, com mais de 280 mil casos por dia. Na contramão das medidas de reabertura que vinham sendo adotadas, muitos países têm adotado medidas restritivas muito duras, como toques de recolher e lockdowns.

Em Nova Iorque, a reabertura das escolas foi iniciado no final de setembro e interrompido nesta semana. A taxa de testes positivos na cidade chegou a ultrapassar 3%, um importante indicativo de avanço nos contágios.

Como estamos apontando há alguns meses, essa reabertura das escolas foi uma imposição dos bancos, que precisam do reaquecimento da economia global para frear o ritmo de falências e incapacidade de pagamento dos seus devedores. No entanto, diante da retomada do avanço da pandemia, os governos imperialistas tiveram que recuar para tentar conter novo caos nos serviços de saúde.

A situação se torna ainda mais complexa em meio a uma onda de protestos nesses países contra as medidas restritivas. Com a dormência da esquerda europeia, a extrema-direita tem nadado de braçada na crise, defendendo demagogicamente o direito à livre circulação.

A debilidade dos países centrais do capitalismo para reagir à pandemia é um sinal muito claro da crise histórica do capitalismo. O fato de que as nações mais ricas do planeta não tenham dado conta de impedir o avanço da doença mostra o caráter decadente da sociedade capitalista. Essa situação ficou bastante explícita quando um país pobre como Cuba ofereceu seus serviços médicos à rica Itália.

A situação italiana teve enorme destaque, pois em algumas cidades faltaram até equipamentos e chegou-se ao extremo de ter que escolher quais pacientes teriam acesso aos respiradores e quais ficariam sem acesso aos tratamentos emergenciais.

Mesmo com um desenvolvimento industrial precário e sofrendo um duro embargo econômico imposto pelo país mais poderoso do mundo há décadas, os cubanos apareceram para socorrer a população de um país imperialista que não teve médicos suficientes para realizar os atendimentos.

Apesar da falta de recursos materiais, Cuba expropriou a burguesia e estabeleceu uma sociedade mais igualitária, onde o acesso ao ensino superior gratuito é aberto a toda a população. Essa é uma pequena amostra do potencial do socialismo, que poderia estar ainda mais desenvolvida, mesmo com todo o atraso econômico, se não fossem os desumanos embargos.

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