Siga o DCO nas redes sociais

Grande campo de concentração
País-prisão: EUA tem mais presos no mundo e empresas lucram com isso
EUA detêm um quarto da população carcerária mundial
5059672694_efffe71bb8_o
Grande campo de concentração
País-prisão: EUA tem mais presos no mundo e empresas lucram com isso
EUA detêm um quarto da população carcerária mundial
Prisões servem para reprimir a população e dar lucro aos capitalistas. Foto: Juanky Pamies Alcubilla
5059672694_efffe71bb8_o
Prisões servem para reprimir a população e dar lucro aos capitalistas. Foto: Juanky Pamies Alcubilla

Os Estados Unidos são o país no mundo com o maior número de presos. São 2,2 milhões de cidadãos nas masmorras norte-americanas, o equivalente a 25% de toda a população mundial encarcerada. A China, mesmo tendo uma população mais de quatro vezes maior (1,4 bilhão, contra 320 milhões), tem uma população carcerária de 1,6 milhão de pessoas.

A prisão em massa de milhões de pessoas serve a dois objetivos elementares do regime capitalista. Um, é a repressão generalizada, mas particularmente contra os mais pobres e oprimidos, a fim de manter o povo sob o total controle do Estado e impedir a maior organização popular. Outro, é gerar lucros aos grandes capitalistas, que, em um sistema como o dos EUA, mantêm o domínio de todas as instâncias da sociedade, incluindo os presídios.

Atualmente, ao menos 19% da população carcerária norte-americana está em um presídio que pertence a alguma empresa privada, índice que vem crescendo grandemente desde a década de 1990, quando foi ampliado o processo de privatização das penitenciárias.

Segundo artigo de Alejandro Nadal publicado no jornal mexicano La Jornada, essas empresas recebem um subsídio anual de 23 mil dólares por preso do governo federal. Para se ter uma ideia, o salário mínimo nos EUA é de 15 mil dólares ao ano.

Graças à política de Estado de passar as prisões aos capitalistas, a CoreCivic, principal administradora privada dos presídios, teve um aumento de 500% em seus lucros entre 2000 e 2017. Passou de 280 milhões para 1,7 bilhão de dólares em ganhos nesses 17 anos.

Logicamente, essa fortuna, ao contrário do que apregoam os ideólogos do livre mercado, não vem da livre concorrência com outras empresas do setor. À medida que seu poder econômico cresce, cresce também seu poder de lobby no Congresso – o que, nos EUA, devido ao sistema ser absolutamente dominado pelos capitalistas, é permitido por lei. Entre 1999 e 2010, por exemplo, a companhia desembolsou 1,4 milhão de dólares apenas para fazer lobby no Congresso.

Obviamente, o que realmente convém a estas empresas é que a população encarcerada continue a aumentar. E para isso são necessárias leis mais severas, com sentenças mais longas para todos o tipo de crimes e com esquemas de saída da prisão mais difíceis de alcançar. Mais presos e sentenças mais longas é a receita para maiores lucros destas empresas privadas. E para reduzir custos nesta nova aventura do capitalismo, o importante é uma mistura de má alimentação e péssimos serviços de saúde. Tudo isto condimentado com abusos de todo o tipo e violência generalizada”, escreve Nadal.

Principalmente sob o governo de Donald Trump, as ações das principais empresas privadas que administram presídios têm aumentado, mesmo após a divulgação de diversos relatórios mostrando os alarmantes índices de violência nesses locais.

É a isso que serve a política de encarceramento em massa da população, nos Estados Unidos ou em qualquer outro país. Trata-se de uma política fascista, de um Estado assassino e repressor. Não tem nada a ver com o combate à violência e ao crime. Serve apenas à limpeza social contra os pobres. Os presídios são máquinas de moer gente e dar lucros aos capitalistas, por isso é preciso libertar todos os presos.