Educação
Um abaixo-assinado contra a volta das aulas presenciais na rede particular do Distrito Federal foi enviado ao governador Ibanei Rocha (MDB) e ao Ministério da Educação
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Sala de aula | Foto: Reprodução

Pais de alunos da rede particular de ensino  fizeram um abaixo-assinado online contra a reabertura das escolas no mês de julho. Eles defendem que as aulas não retornem até que haja uma vacina contra o coronavírus e denunciam que as medidas de isolamento social nas escolas são impossíveis de serem cumpridas por crianças e adolescentes.

O documento foi enviado para o governador do Distrito Federal, Ibanes Rocha (MDB) e para o Ministério da Educação (MEC). No documento é dito que o objetivo é ” proteger as crianças  e adolescentes, que são incapazes, perante a lei,  de ter comportamento seguro que evite a propagação da Covid-19 e as sequelas da doença.”

Na quinta-feira (25), o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinepe), controlado pela direita e a serviço dos donos das escolas particulares, entregou um documento ao governo do DF que contém uma proposta para o retorno às aulas presenciais. A proposta aponta o retorno da educação infantil e do ensino médio para 20 de julho, o ensino fundamental I e o ensino técnico-profissionalizante  devem voltar dia 27 do mesmo mês Por último, propõe-se que o ensino fundamental II volte em 3 de agosto.

De acordo com o documento, os pais ou responsáveis devem assinar uma declaração que assegure que o estudante não teve, não tem contaminação pelo coronavírus e que não apresenta sintomas da doença.

A comunidade escolar, composta por pais de alunos, alunos, professores e funcionários é que deve estabelecer um calendário para a volta às aulas quando for o caso. No pico da pandemia do Covid-19, que registra mais de 1 milhão de infectados e acima dos 50 mil mortos, é impensável proceder à aglomeração de crianças e adolescentes no espaço escolar. Esta última se tornará um vetor de transmissão acelerada da doença, o que vai acarretar mais internações e mortes.

Preocupada com seus negócios e seu lucro, a burguesia busca pressionar para que as atividades econômicas sejam retomadas de uma vez por todas, não importando se isto vai custar a vida de muitos trabalhadores e trabalhadoras. As escolas particulares são um importante setor do mercado capitalista.

Só se deve pensar na retomada das atividades nas escolas com o fim da pandemia do Covid-19 no país. Caso contrário, seria expor as crianças, adolescentes e trabalhadores da educação ao risco de contágio e morte. Os conteúdos e o ano letivo podem ser recuperados. Já o mesmo não acontece com as vidas.

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