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DEM, junto com todos os golpistas de extrema-direita, mostra o erro da esquerda ter declarado voto em Paes, ficando a reboque da frente ampla, para isolar o PT.
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eduardo paes
Prefeito eleito do Rio é o tradicional fascista engomadinho. | Foto: Reprodução.

Em Brasília, no Palácio do Planalto, se reuniram o presidente golpista ilegítimo Jair Bolsonaro (ex-PSL, hoje sem partido) e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), que foi eleito com o voto da esquerda, através de uma grande campanha de chantagem, em que inclusive o próprio PCO foi vítima, em que a esquerda pequeno-burguesa fazia terrorismo emocional com a populaçao, dizendo que se ele não fosse eleito, seria o fim do mundo no RJ, porque o outro candidato era o bolsonarista Crivella (Republicanos).

DEM junto com todos os golpistas de extrema-direita

O encontro aconteceu por uma hora e além do presidente e do prefeito, a reunião teve a presença de alguns secretários já nomeados por Eduardo Paes, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) e o ministro Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), todos elementos da extrema-direita do governo golpista.

É importante ressaltar que o partido do Eduardo Paes, DEM, é o partido da ditadura militar, o partido que acabou com a CLT no Brasil, com a reforma trabalhista de Temer. Eduardo Paes venceu com o apoio da esquerda, com esse Diário da Causa Operária amplamente denunciando as articulações em que o candidato do PSOL, Marcelo Freixo, retirou sua candidatura para beneficiar o candidato do DEM.

PSOL este que inclusive lançou candidatura para meramente atrapalhar outro nome da esquerda, Benedita, do Partido dos Trabalhadores, como uma manobra tradicional da frente ampla golpista de isolar o maior partido de esquerda com base popular no Rio. Na verdade, trata-se de uma das características principais da famosa ”frente ampla”, o isolamento do PT, no qual a esquerda trabalha a favor.

A farsa do ”voto útil” e o ”mal menor”

A todo momento, a esquerda pequeno-burguesa fez campanha pelo ”voto útil”, o ”mal menor” em Eduardo Paes. Afinal de contas, o bolsonarista era o Crivella. Pois acabou a eleição e qual foi a primeira atitude do prefeito eleito Eduardo Paes foi justamente fazer um telefonema para Jair Bolsonaro, mostrando assim que não tem nenhuma luta contra o bolsonarista que nada.

Paes mesmo anunciou que ligou para a Familícia do RJ para iniciar uma ”dobradinha”, o que ele corroborou com o encontro em Brasília, em que na saída, o afirmou que ”a conversa foi bastante amigável e que quer manter essa boa relação pelos próximos anos”.

Paes que nunca teve nada de esquerdista, muito pelo contrário, é um elemento no maior estilo ”fascista engomadinho”, do mesmo naipe de João Dória (PSDB), acabou por fazer toda esquerda carioca de besta, se colocando como o anti-Bolsonaro.

Freixo, PT, etc. apoiaram vergonhosamente Paes. Agora ele se encontra com o presidente que ele acha legítimo. É um golpista. Como o PCO sempre denunciou, mostrando mais uma vez a política acertada do partido em não aceitar a política do ”menos pior” e votar nulo no segundo turno em todos os municipios, o caracterizando como um partido que jamais fica a reboque da direita golpista, imprimindo uma política própria dos trabalhadores para a situação

Coronavírus no Rio e o papelão da esquerda

Mesmo depois de toda a discussão, toda a polêmica entre os governadores ”científicos” de que o Bolsonaro era o único genocida do covid-19, pois não levava a sério as medidas da ciência, dizia que era uma gripezinha, etc. Pois agora, se vê que o prefeito eleito Paes está também fazendo uma grande operação de propaganda em torno da suposta ajuda do presidente fascista para combater o covid.

Tudo isso mostra o papelão que a esquerda fez nas eleições do Rio de Janeiro, uma operação criminosa, na verdade. Mostra o quanto estas direções da esquerda pequeno-burguesa estão completamente alinhados com a direita golpista e até com o bolsonarismo. Porque para apoiar o candidato que logo após vencer as eleições já está pedindo a benção ao Bozo, significa que não existe nenhuma luta pelo Fora Bolsonaro, pelos interesses dos trabalhadores, a luta contra a política neoliberal, etc.

Nesse sentido, não se trata simplesmente de uma questão de tomada de posições nas eleições. O problema central é armar os trabalhadores para a ofensiva que vem por aí. Os trabalhadores, os sindicatos, a CUT, a esquerda que não trair totalmente a classe operária jamais estará ao lado de Eduardo Paes e do DEM, que têm ótimas relações com Bolsonaro. O próprio Paes foi apoiado nas eleições pelo super direitista Pastor Malafaia, que tinha divergências com Crivella no Rio.

Então, no fim das contas nunca teve nenhum sentido toda a conversa fiada para apoia-lo, é uma conversa fiada de gente que queria semear confusão política no interior da esquerda, nada além disso.

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