A farsa da vacina
Depois de vacinar em torno de 3,6 % da população da cidade do Rio de Janeiro, o prefeito golpista anunciou nesta segunda-feira (15) que as vacinas simplesmente acabaram
Eduardo-Paes
Eduardo Paes, prefeito da frente ampla golpista do Rio de Janeiro | Reprodução
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Eduardo Paes, prefeito da frente ampla golpista do Rio de Janeiro | Reprodução

O Rio de Janeiro vive um novo drama em meio a pandemia do coronavírus que já matou 240 mil pessoas em todo país. Depois da intensa propaganda dos prefeitos ditos “científicos”, Eduardo Paes (DEM) anunciou nessa segunda-feira (15) que a vacina simplesmente acabou, deixando claro que encenação chegou ao fim. A capital carioca é a segunda cidade no ranking de mortes do país, a vacinação atingiu um número muito baixo de pessoas em torno de 3,6% da população.

O Rio de Janeiro é a terceira cidade com maior número de casos de infecções pelo novo coronavírus, já são mais de 195 mil pessoas confirmadas, as mortes ultrapassaram o número de 18 mil pessoas, um verdadeiro genocídio. Além do número subestimado de pessoas infectadas e de óbitos em decorrência da COVID-19, a população denuncia a fraude da vacina na gestão do prefeito “civilizado”, diversos vídeos circulam na internet flagrando a falsa aplicação da vacina.

As aplicações com seringas vazias de conteúdo líquido e aplicações sem deslocar o embolo para introdução do líquido no organismo das pessoas foram verificadas em vítimas com mais de 80 anos de idade, o crime acontece justamente contra aqueles que mais são sensíveis ao coronavírus. Esse é o retrato do “ousado” programa de vacinação elogiado por seu calendário pela imprensa burguesa golpista e pela esquerda pequeno-burguesa.

A vacinação daquele que foi o candidato golpista da frente ampla nas eleições se mostra uma fraude em todos os aspectos possíveis. Paes alega estar aguardando doses da Coronavac, que é produzida pelo Instituto Butantan, para continuar o processo de imunização da população. O problema desta vacina reside na sua baixa eficácia, de menos de 50%, que para ter efeito de imunização de rebanho necessita ser aplicada em 90% da população. Em meio a fraude da vacina, surgem mutações do vírus como as cepas de Manaus e Reino Unido que tem maior transmissibilidade e letalidade que a vacina não garante imunidade.

Outra coisa a se destacar na cidade do Rio é a farra com dinheiro público, ao invés de construir mais leitos de enfermaria e de UTI que a população carece, o prefeito “civilizado” resolveu alimentar os mercadores da saúde alugando espaços da rede privada de saúde. Em meio a pandemia, o prefeito golpista da frente ampla busca atender os interesses dos parasitas que lucram com a doença quando todo sistema de saúde deveria ser estatizado, bem com os laboratórios e indústrias de medicamentos, equipamentos, etc.

Apesar do apoio de Marcelo Freixo/PSOL, que não se candidatou mesmo sendo o nome mais forte da esquerda para as eleições municipais, e do PT no segundo turno, a população não pode se enganar sobre a quem serve Eduardo Paes do partido golpista DEM, que recebeu apoio dos maiores inimigos da população brasileira, a Globo e o PSDB. A frente ampla com os golpistas é um elemento de confusão para disfarçar os ataques da burguesia contra a população e reciclar os partidos golpistas do centro político.

Sem vacina e com outras cepas circulando no país, o Rio de Janeiro continua com as atividades das fábricas e comércio funcionando, os transportes coletivos e estações com aglomeração constante, o desemprego cresce e a miséria aumenta, não há qualquer mecanismo para garantir as condições de vida da população e a população continua morrendo feito barata. É preciso denunciar a fraude da frente ampla com golpistas, colocar abaixo o golpe de estado que está liquidando a economia nacional e dizimando a população do país.

Os diversos setores da população fluminense aplastados pelo golpe precisam se organizar junto às organizações populares para se levantar contra as condições de morte impostas pela burguesia. É preciso parar todo o setor não essencial do comércio e da indústria, impedir que as aulas presenciais retornem nas escolas e universidades, exigir condições de vida e vacina para toda população.

Não basta uma luta local para garantir as condições necessárias de se enfrentar a pandemia, é preciso revogar o teto dos gastos que não permite aumentar as despesas com a saúde pública, com educação e infraestrutura, não somente na cidade do Rio de Janeiro, mas em todas as cidades do país que passam por uma falência generalizada. É preciso mobilizar as massas populares em todo país e colocar para fora todos os governos golpistas e genocidas.

Neste sentido, a esquerda deve construir uma unidade pela restituição dos direitos políticos do ex-presidente Lula, que é quem tem capital político para mudar a correlação de forças para derrotar o golpe no país, perseguido pela imprensa burguesa golpista, com destaque para Globo, e preso sem qualquer crime pela máfia do MP e do judiciário, sob o comando de Sergio Moro e Deltan Dallagnol, a mando do imperialismo dos Estados Unidos. Fora Paes, Fora Witzel e Cláudio Castro, Fora Bolsonaro e todos golpistas genocidas do país! Lula Presidente!

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