Direita coopta identitários
Os prefeitos eleitos de São Paulo, Bruno Covas (PSDB-SP), e Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), anunciaram que pretendem nomear gestores negros para ocupar secretarias municipais.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa extraordinária para votar a Denúncia 1/2016, que trata do julgamento do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff por suposto crime de responsabilidade. 

Em destaque, líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), Fernando Holiday e Kim Kataguiri.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Fernando Holiday, representante do povo negro ou fantoche do capital? | Foto: Senado Federal

Os prefeitos eleitos de São Paulo,Bruno Covas (PSDB-SP), e Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), anunciaram que pretendem nomear gestores negros para ocupar secretarias municipais.

Bruno Covas, que não pretende anunciar seu secretariado ainda e planeja manter o quadro atual até 31 de dezembro, se comprometeu publicamente com a nomeação de negros e negras para ocupar secretarias.

Eduardo Paes declara que irá construir um secretariado diverso, pois se preocupa com a representatividade de mulheres, pessoas negras e periféricas na administração da cidade do Rio de Janeiro.

Enquanto os políticos da direita fazem promessas vazias, a violência diária contra a população negra cresce. Em nenhum momento os mandatários discutem questões como violência policial, generalização da miséria e fome, suporte precário a saúde pública, estas sim problemas concretos da população negra e pobre. Preferem fazer politicagem e discursos vazios para esconder que não existe nenhum plano para melhora das condições de vida do trabalhador pobre, independente de sexo,cor ou credo. A única “justiça social” que têm para oferecer é a morte e a perseguição aos trabalhadores e seus direitos, sem discriminação.

Os planos de indicar “representantes”  negros para cargos em esferas públicas nada mais são que um engodo para agradar os movimentos identitários, estes iludidos que a ascensão de pessoas alinhadas com a direita fascista representa algum ganho para o trabalhador.

Uma pauta social desvinculada da compreensão acerca da luta de classes é uma pauta condenada a ser cooptada pela direita. Não existe comprometimento com a diversidade entre fascistas, não existe nenhuma intenção de promover igualdade social, os que embarcam nesse discurso só servem para legitimar a classe que apoia Carrefours, Bolsonaros, repressão policial e o ataque e repressão diárias a classe trabalhadora.

Enquanto Covas e Paes, considerados o novos centro, moderados, o “menos pior” que precisamos para nos livrar de Bolsonaro e seu correligionários, fazem propaganda com as pautas do povo negro, o sangue negro continua a se espalhar pelas ruas, vitimas de um extermínio patrocinado pelos mesmos setores que eles representam. Paes e Covas não são diferentes de Bolsonaro, pelo contrário, sempre fizeram parte de sua base de apoio, o ajudaram a chegar no poder e são parceiros dos golpistas que depuseram um governo democraticamente eleito.

Se unir a estes e outros setores que se aproximam dos movimentos identitários é se unir aos fascistas, chancelar o extermínio da população negra. Não existe verdadeira justiça social sem a organização popular, os movimentos identitários, dominados pela direita reformista, não são a saída. O povo deve marchar junto, nas ruas, essa é a única solução para uma verdadeira mudança social.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas