Padre tarado do Goiás é eleitor de Bolsonaro

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Diga-me em quem votas…eu lhe direi que és… A campanha do candidato da extrema-direita fascista Jair Bolsonaro (PSL) tem a marca indelével do mais retrógrado obscurantismo político e social, onde não faltam elementos de agressividade, insultos, ameaças, violência e ataques contra vários segmentos da sociedade. O candidato direitista vem ostentando índices elevadíssimos de rejeição (é o mais rejeitado entre os candidatos) nas pesquisas de intenções de voto, o que evidencia a repulsa e a ojeriza de um expressivo contingente da sociedade às suas abjetas declarações e posicionamentos.

No Brasil, as mulheres representam o contingente mais expressivo numericamente do eleitorado e podem até mesmo serem decisivas no resultado do pleito. Nesta eleição, as mulheres vêm demonstrando toda a sua revolta e indignação contra a candidatura fascistóide de Bolsonaro, pois tem sido um dos segmentos mais atacados pelo candidato que expressa mais acabadamente as posições da extrema-direita. Não seria demais afirmar que os setores mais representativos do que há de pior na sociedade, a escória social mais repugnante e os maiores desclassificados morais do país estão apoiando Bolsonaro.

Mesmo antes da campanha são incontáveis não só as declarações mas também as atitudes agressivas e desrespeitosas de Bolsonaro contra as mulheres. Poucos sabem mas o deputado-candidato Jair Bolsonaro é autor, junto com outros parlamentares direitistas, de um Projeto de Lei (6055/2013) que revoga o atendimento obrigatório e integral às pessoas vítimas de violência sexual. O capitão do Exército trata as mulheres com total desprezo, destilando ódio e intolerância às diferenças, uma das marcas da sua campanha, recheada de retórica agressiva e de estímulo à violência, sugerindo, em seus discursos, uma suposta inferioridade do segmento feminino.

Vem chamando a atenção também no atual momento o alinhamento de setores da Igreja à candidatura de extrema-direita. Um exemplo desta situação vem do Padre Rodrigo Maria, acusado de abuso sexual há pelo menos 12 anos. O “religioso” vem praticando os abusos desde 2006 quando ainda exercia o sacerdócio em uma comunidade católica (Arca de Maria) na cidade de Anápolis (GO), próximo a Brasília. “Pelo menos 11 mulheres relataram à Igreja Católica episódios de abuso em várias cidades, o que motivou a abertura de processos canônicos contra o clérigo” (Pragmatismo Político, 18/9).

O Padre Rodrigo Maria vem se manifestando nas redes sociais não somente como apoiador do candidato da extrema-direita, como tem orientado os fiéis que ainda lhe devotam algum respeito a votarem em Jair Bolsonaro. A simetria aqui neste caso é completa e total, pois o candidato direitista é o incentivador oficial e defensor explícito da violência contra as mulheres, inclusive com apologia ao estupro. Numa postagem recente no seu canal no YouTube, “o Padre Rodrigo pede voto para Jair Bolsonaro, depois de compartilhar o blogueiro conservador Bernardo Pires Küster” (idem, 18/9). Além de votos, o Padre estuprador pediu orações para Bolsonaro, depois do suposto atentato sofrido no dia 6 de setembro pelo candidato do PSL.

Os protestos que estão marcados para acontecer no dia 29 em várias cidades do país e também do exterior, organizados por entidades de luta e defesa das mulheres devem manifestar o mais amplo e enérgico repúdio à candidatura de extrema-direita de Bolsonaro. Os atos devem colocar também na ordem do dia a luta em defesa dos direitos das minorias, em defesa do direito ao aborto, pela igualdade salarial entre homens e mulheres, pelo direito a creche, pela garantia e ampliação da licença maternidade e pela proteção às mulheres vítimas da violência.