Özil denuncia racismo na seleção alemã e não jogará mais pela Alemanha

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Da redação – O jogador Mesut Özil anunciou no domingo (22) que não vai mais jogar pela seleção alemã. Em três grandes comunicados, Özil denunciou ter sofrido racismo depois de tirar fotos com o presidente da Turquia, Recep Erdogan. Filho de turcos, Özil foi criticado pela imprensa e por dirigentes, e xingado por torcedores com ofensas racistas como “turco de m****”. Özil foi acusado de estar fazendo propaganda para Erdogan, ao que ele respondeu que só estava demonstrando respeito ao cargo do presidente do país de seus pais.

Os imigrantes turcos compõem 3,4% da população total da Alemanha, é a maior população estrangeira no país, quase 3 milhões de pessoas. Apesar da propaganda imperialista sobre a democracia nos países desenvolvidos, estrangeiros são frequentemente alvo de racismo, como o caso de Özil mostra mais uma vez.

Na França, que foi apresentada por ocasião da final da Copa como uma “democracia” racial por causa da composição do time em que predominam filhos de imigrantes, casos semelhantes acontecem quando o time perde a competição. Frequentemente os descendentes de imigrantes são responsabilizados.